07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sedecti aponta caminhos para transformar bioeconomia em negócios

Publicado em 17 de abril, 2026

Sedecti aponta caminhos para transformar bioeconomia em negócios

Plano Estadual entra em fase de implementação com foco em inovação, investimentos e articulação institucional (Foto: Rebeca Mota/Sedecti)

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) apresentou, nesta quinta-feira (16/04), como o Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas pode gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos no estado.

A explanação foi conduzida pela chefe do Departamento de Bioeconomia e Ações Estratégicas, Milena Barker, durante o painel principal do 117º Meetup Jaraqui Valley, promovido pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), com o tema “Da Política Pública ao Projeto”.

O objetivo do encontro foi demonstrar como as diretrizes do plano podem sair do campo estratégico e se converter em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI), além de fomentar negócios escaláveis na região.

Segundo Milena, o plano entra agora em uma fase mais prática, voltada à implementação e articulação institucional.

“Estamos em uma etapa de divulgação e implementação do Plano Estadual de Bioeconomia, onde a participação de todos os atores é fundamental. Precisamos estar unidos para que as ações cheguem na ponta, na comunidade que vive da bioeconomia”, afirmou.

Ela destacou ainda a importância da integração entre instituições e anunciou os próximos passos.

“O plano avança agora com a formação de grupos de trabalho envolvendo governo, setor privado e sociedade civil. Na próxima semana, teremos uma consulta pública para ampliar a participação e consolidar as ações”, explicou.

Prioridades e execução

Para definição de prioridades, o plano adota critérios como potencial de agregação de valor, impacto ambiental, inclusão social e aderência a políticas de compras públicas sustentáveis. Projetos que envolvam mulheres, jovens, agricultores familiares e comunidades tradicionais terão atenção especial.

Com horizonte de execução entre 2025 e 2030, o plano prevê monitoramento contínuo, com avaliações periódicas, além da criação de um comitê gestor interinstitucional, publicação de agenda regulatória e lançamento de editais de fomento.

Integração e inovação

Durante o painel, o diretor da Agência de Inovação e Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Alcian Pereira de Souza, destacou a necessidade de ampliar a conexão entre instituições.

“A inovação não pode ficar restrita aos gabinetes. É preciso conectar competências e parcerias para que as soluções cheguem efetivamente à sociedade”, afirmou.

Já o superintendente adjunto executivo da Suframa, Luiz Frederico Oliveira de Aguiar, ressaltou o papel da inovação e dos investimentos estruturantes.

“O futuro da Amazônia é sustentável e inovador. Sem investimentos e inovação, não conseguimos avançar no modelo de desenvolvimento que queremos”, disse.

Impactos práticos

Entre as mudanças previstas está a integração com o Polo Industrial de Manaus (PIM), com foco na bioindustrialização. A proposta é incentivar o uso de insumos da biodiversidade amazônica em setores como biotecnologia, cosméticos, fármacos e alimentos processados.

O plano também prevê o fortalecimento das cadeias produtivas locais, com investimentos em infraestrutura para processamento de insumos nas próprias comunidades, permitindo a comercialização de produtos com maior valor agregado.

Na área energética, a meta é reduzir em 50% o consumo de diesel até 2030, com substituição por fontes renováveis como energia solar e biomassa, além da geração de créditos de carbono.

No campo regulatório, a proposta inclui a simplificação do acesso ao patrimônio genético, com garantia de repartição de benefícios para comunidades tradicionais.

Segundo Milena Barker, o principal desafio é mudar a lógica econômica da região.

“O Amazonas tem insumos altamente valorizados. O que precisamos é transformar esse potencial em produtos, inovação e riqueza distribuída”, concluiu.

Assuntos relacionados: #Bioeconomia, #Amazonas, #Sedecti, #Inovação, #Sustentabilidade, #Investimentos, #PIM, #ZonaFranca, #UEA, #Desenvolvimento

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.