
‘Dever moral’: Papa defende proteção de civis e clama por paz no Sudão, Ucrânia e Líbano
O Papa Leão XIV afirmou neste domingo (12) que proteger a população civil dos efeitos da guerra é um dever moral da humanidade. A declaração foi feita durante a oração do Regina Caeli, na Praça São Pedro, no Vaticano, que reuniu cerca de 18 mil fiéis.
Ao destacar o princípio de humanidade reconhecido pelas leis internacionais, o pontífice reforçou que é obrigação de todos preservar vidas diante dos conflitos. “A população civil deve ser protegida dos efeitos atrozes da guerra”, afirmou.
Durante a mensagem, o Papa voltou a chamar atenção para o cenário global de violência e sofrimento. Ele pediu que a comunidade internacional não desvie o olhar da guerra na Ucrânia, desejando que a luz de Cristo leve consolo às vítimas e fortaleça a esperança por paz.
O líder da Igreja Católica também mencionou a situação no Líbano, onde, segundo ele, a população vive dias de dor e medo, mas mantém a esperança. Diante disso, fez um apelo direto às partes envolvidas no conflito para que cessem o fogo e busquem uma solução pacífica.
Ao lembrar os três anos do início da guerra no Sudão, completados nesta semana, o Papa classificou o cenário como um “drama desumano” e destacou o sofrimento da população civil. Ele pediu que os envolvidos abandonem as armas e iniciem um diálogo sincero, sem pré-condições, para encerrar o conflito.
Por fim, o pontífice solicitou orações para sua viagem apostólica à África, que começa nesta segunda-feira (13) e inclui visitas à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.