07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mais de 2,5 mil quelônios são soltos em duas Unidades de Conservação do Mosaico do Apuí

Publicado em 10 de abril, 2026

Foto: Divulgação/Sema

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realizou a soltura de 2.528 filhotes de quelônios, entre tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) e tracajás (Podocnemis unifilis), em duas Unidades de Conservação do Mosaico do Apuí, no sul do Amazonas.

A atividade, realizada entre sábado (02/04) e quinta-feira (09/04), abrangeu áreas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Aripuanã e da Reserva Extrativista (Resex) do Guariba, envolvendo as comunidades Bela Vista do Guariba e Aruanã, além das localidades Japiim, Parenins e Sumaúma.

“Trabalhar com a soltura de quelônios dentro do Mosaico é garantir a preservação dessas espécies e o fortalecimento de um modelo de conservação, que envolve diretamente as comunidades. A metodologia do Pé-de-Pincha permite esse acompanhamento comunitário e cria essa relação de cuidado contínuo com o território” afirmou a gestora do Mosaico do Apuí, Aldeíza Lago.

Metodologia

O trabalho de monitoramento de quelônios segue a metodologia do projeto Pé-De-Pincha, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O processo começa com a identificação dos ninhos às margens dos rios, áreas designadas como “tabuleiros”. Os comunitários fazem a coleta dos ovos nas praias, campinas e barrancos, e levam para as chocadeiras, uma área reservada que simula o habitat natural do animal.

Nestes locais, os ovos são “replantados” e catalogados por espécie e data. Durante o período de incubação, os monitores acompanham o desenvolvimento dos ninhos para evitar a interferência de predadores ou ações humanas. Após o nascimento, os quelônios são transferidos para tanques, onde permanecem até endurecerem o casco e atingirem um tamanho ideal para serem soltos na natureza em segurança.

Foto: Divulgação/Sema

Financiamento

A atividade recebe apoio financeiro do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), uma iniciativa conjunta patrocinada por agências governamentais e não governamentais para expandir a proteção da floresta amazônica. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) como gestor e executor financeiro. No Amazonas, é executado por meio da Sema, em 24 Unidades de Conservação do Estado.

Sobre o Mosaico

O Mosaico do Apuí é um conjunto de nove Unidades de Conservação inseridas no chamado “arco do desmatamento”, formado por nove áreas protegidas que somam aproximadamente 2,6 milhões de hectares. O território foi instituído em 2005, como parte do plano de formação do Corredor Ecológico da Amazônia Meridional, visando criar uma barreira contra o desmatamento na região.

Entre as unidades que compõem o mosaico, além da RDS Aripuanã e Resex do Guariba, estão os Parques Estaduais do Sucunduri e do Guariba, a RDS Bararati e as Florestas Estaduais do Apuí, Sucunduri, Manicoré e do Aripuanã.

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