
Operação identificou irregularidades em aparelhos usados para aferição da pressão arterial (Foto: Divulgação)
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) realizou, entre os dias 2 e 27 de março, uma operação nacional para fiscalizar medidores de pressão arterial em todo o país. A ação, intitulada “Dia Mundial da Saúde”, teve como foco verificar a conformidade dos esfigmomanômetros com as exigências regulamentares.
Ao todo, foram fiscalizados 1.987 aparelhos nas cinco regiões do Brasil, com apoio da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade. Desse total, 116 apresentaram irregularidades, o que corresponde a cerca de 5,8% dos instrumentos analisados.
Os esfigmomanômetros são equipamentos considerados de alta precisão, essenciais para o diagnóstico e acompanhamento de condições de saúde. Segundo o Inmetro, falhas nesses dispositivos podem comprometer a medição da pressão arterial e levar a diagnósticos incorretos.
Entre as regiões, o Centro-Oeste apresentou o maior índice de irregularidades (24,41%), seguido pelo Sul (8,90%). No Norte, o percentual foi de 2,56%, com dois casos irregulares entre 78 aparelhos fiscalizados.
De acordo com o diretor de Metrologia Legal do Inmetro, Marcelo Morais, consumidores devem verificar se os produtos possuem o selo do órgão, que indica conformidade com padrões de qualidade e segurança, além de exigir nota fiscal no momento da compra.
Estabelecimentos que comercializam equipamentos fora das normas são autuados e têm prazo para apresentar defesa. As penalidades podem incluir multas que chegam a R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração.
O Inmetro orienta que denúncias de irregularidades podem ser registradas por meio da Ouvidoria do órgão ou pela plataforma Fala.Br, além de contato com unidades da RBMLQ-I nos estados.
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