14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

AM terá grupo especializado do MPAM contra crimes ambientais após aprovação da Assembleia

Publicado em 09 de abril, 2026

AM terá grupo especializado do MPAM contra crimes ambientais após aprovação da Assembleia

A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas aprovou, em sessão extraordinária realizada na tarde desta quinta-feira (09/04), o Projeto de Lei Complementar do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) que institui o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo (Gaema).

A proposta, apresentada pela atual procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, tem origem na Resolução nº 007/2026 do Colégio de Procuradores de Justiça e representa um marco no aprimoramento da atuação ministerial diante dos desafios ambientais do Estado, que enfrenta elevados índices de desmatamento, queimadas ilegais e ocupações irregulares, com impactos diretos sobre a biodiversidade, o clima, a saúde pública e a qualidade de vida da população.

O Gaema surge como uma resposta estratégica à necessidade de uma atuação mais articulada, técnica e integrada no combate aos ilícitos ambientais, reunindo promotores de Justiça com expertise na área, suporte técnico especializado e atuação coordenada com órgãos estaduais, federais e demais instituições envolvidas na proteção ambiental.

Atuação

A estrutura do grupo permitirá atuação prioritária na fase investigatória, com coordenação de forças-tarefa, integração entre promotorias e uso intensivo de tecnologia, como imagens de satélite, drones e análise de dados. A proposta também prevê maior integração de bases de informação, fortalecimento da capacidade investigativa e respostas mais rápidas e eficazes diante de danos ambientais de grande escala.

A iniciativa tem como um dos articuladores o promotor de Justiça Carlos Sérgio Edwards de Freitas, titular da área ambiental e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística (CAO-MAPH-URB).

Com a implementação do Gaema, avanços importantes passam a ser viáveis, como a redução de danos ambientais por meio de operações estratégicas, embargos de áreas degradadas, regularização de ocupações e responsabilização mais célere de infratores. Além disso, o grupo contribuirá para a uniformização da atuação ministerial, o fortalecimento da atuação preventiva e a ampliação da presença institucional em todo o território amazonense.

Procuradora

Para a procuradora-geral de Justiça (PGJ), Leda Mara Nascimento Albuquerque, a criação do grupo representa um avanço decisivo para o Amazonas.

“Já contamos com estruturas consolidadas, como o Gaeco, e agora damos um passo estruturante ao instituir o Gaema, ampliando de forma concreta a capacidade do Ministério Público de enfrentar crimes ambientais com atuação especializada, integrada e de alto impacto. Trata-se de um marco institucional que fortalece a proteção da Amazônia e reafirma o compromisso do MP com a defesa do interesse público”, destacou a PGJ.

Com a aprovação na Aleam, o projeto segue para sanção e posterior estruturação operacional. A expectativa é que o Gaema atue de forma estratégica em todo o Estado, consolidando o MPAM como protagonista na defesa do meio ambiente e no enfrentamento aos crimes ambientais na Amazônia.

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