
Conab aponta que pressão sobre preços deve continuar com pico da safra em março. (Foto: Reprodução)
O avanço das exportações de soja provocou aumento entre 5% e 15% no valor do frete rodoviário em fevereiro, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento. Além da maior demanda pelo transporte, o período de chuvas também contribuiu para a elevação dos custos logísticos.
De acordo com o Boletim Logístico, os principais corredores de escoamento no início de 2026 foram o Arco Norte e o Porto de Santos, responsáveis por grande parte das exportações de soja e milho no país.
O Mato Grosso, principal produtor nacional de grãos, registrou aumento de até 19% nos fretes em comparação com janeiro, impulsionado pelo alto volume de soja. Já o Mato Grosso do Sul teve rotas com elevação superior a 30%.
Em Goiás, o excesso de chuvas dificultou o plantio e a colheita, impactando a logística e elevando os preços do transporte em mais de 50% em algumas regiões. Situação semelhante foi observada no Distrito Federal, onde os fretes subiram cerca de 6%, influenciados também pelo custo do diesel e reajustes no piso mínimo do setor.
No Nordeste, estados como Bahia, Maranhão e Piauí também registraram alta nos fretes, acompanhando o início do escoamento da produção.
Já em Minas Gerais e Paraná, os preços variaram conforme a demanda regional e a disponibilidade de cargas, enquanto em São Paulo houve estabilidade, com tendência de queda em algumas rotas.
A Conab projeta que março deve concentrar o pico de valorização dos fretes, impulsionado pelo avanço da colheita de soja e milho. A expectativa é de que fatores como câmbio, preço do petróleo e cenário internacional continuem pressionando os custos logísticos nos próximos meses, em meio à previsão de safra recorde de 353,4 milhões de toneladas no país.
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