
Inclusão e acessibilidade: TJAM capacita servidores em curso sobre práticas de audiodescrição
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio de sua Comissão de Inclusão e Acessibilidade e da Escola Judicial (Ejud) promoveu, nesta semana, o curso “Práticas de Audiodescrição”. A capacitação, focada na inclusão social, forneceu fundamentos e técnicas para que servidores da Justiça Estadual façam uso desta ferramenta comunicacional para privilegiar a acessibilidade de pessoas com deficiência (PCDs) a eventos e a serviços oferecidos pelo Judiciário.
O curso foi acompanhado por aproximadamente 20 servidores e ministrado pela mestre em Psicologia Criminal, pós-graduanda em Gestão Judicial, técnica judiciária do Tribunal de Justiça de Roraima e audiodescritora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Lorrane Costa.
Com carga horária de 12 horas, o curso foi realizado de forma presencial e aplicado no Centro Administrativo José de Jesus Ferreira Lopes (prédio anexo à Sede do Tribunal de Justiça do Amazonas, no bairro Aleixo, em Manaus).
Na abertura da capacitação, na última quarta-feira (25/3), a coordenadora da Comissão de Inclusão e Acessibilidade do TJAM, Monike Antony, falou sobre a importância do curso e sobre a atenção prioritária que o Tribunal de Justiça do Amazonas tem buscado dar à temática da acessibilidade. “O Judiciário Estadual tem avançado e procurado seguir todas as normativas federais com o intuito de favorecer o acesso das pessoas com deficiência aos serviços oferecidos à população.
Com esse objetivo, o curso ‘Práticas de Audiodescrição’ foi planejado e trouxemos a profissional Lorrane Costa – que é referência no tema – para capacitar e instruir nossos servidores. Acreditamos que com esta capacitação, reforçaremos a acessibilidade comunicacional do nosso tribunal, uma vez que esta ferramenta vai se somar a outras que já vem sendo desenvolvidas com êxito, tais como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) cuja tradução vem sendo realizada nas sessões do Tribunal Pleno e em eventos e vídeos institucionais; e as legendas, que são aplicadas nos conteúdos audiovisuais divulgados pela Assessoria de Comunicação do TJAM nos canais oficiais de comunicação da corte”, afirmou Monike Antony, acrescentando que com o curso, o Tribunal passa a ter um banco de profissionais para atuar, sob demanda, em eventos e demais ações.
Ministrante do curso, a audiodescritora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e servidora do Tribunal de Justiça de Roraima, Lorrane Costa, destacou os objetivos do curso, mencionando que a audiodescrição é ferramenta favorecedora da inclusão e da acessibilidade. “Importante é ressaltar que os recursos e ferramentas de acessibilidade democratizam, pois são capazes de trazer para o convívio, pessoas que já haviam desistido, por exemplo, de participar de eventos, acessar presencialmente a serviços públicos e participar de programações institucionais de interesse público. A partir do momento em que são fornecidas ferramentas de acessibilidade comunicacional, tais como a audiodescrição, a disponibilização de conteúdo audiovisual com a aplicação de legenda e outros, as pessoas passam a ser atendidas em suas demandas de comunicação e retornam ao convívio. Neste curso, além de compartilhar técnicas de audiodescrição para a realização de eventos institucionais, procuramos, também, abordar o uso deste recurso que pode ser usado em depoimentos”, afirmou Lorrane Costa, enfatizando a função social das ferramentas de inclusão e acessibilidade, aplicadas à comunicação.
Trata-se de uma ferramenta comunicacional que busca traduzir (em áudio), imagens e cenas, facilitando assim a compreensão de pessoas cegas ou com baixa visão, aquilo que acontece em eventos, como sessões de julgamento, por exemplo. O recurso comunicacional também auxilia a compreensão de conteúdos audiovisuais e imagens estáticas.
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