
Foto: Maíra Pessoa/FVS-RCP
Nesta quarta-feira (25), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realizou a Reunião Mensal dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar com profissionais de unidades da capital e do interior. O encontro teve como foco o alinhamento técnico das ações de vigilância no ambiente hospitalar, com ênfase na qualificação das notificações e na resposta oportuna aos agravos de importância em saúde pública.
Coordenada pela Diretoria de Vigilância Hospitalar e Qualidade (DVHQ), a programação ocorreu em formato híbrido, ampliando a participação das equipes. Ao longo da agenda, foram apresentadas atualizações sobre fluxos de notificação, rotinas de investigação epidemiológica e indicadores prioritários para 2026.
Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o encontro reforça a integração entre a vigilância e a assistência hospitalar. “Momentos como esse contribuem para padronizar procedimentos, esclarecer dúvidas operacionais e ampliar a capacidade de análise das equipes diante dos cenários epidemiológicos do estado”, avalia.
A responsável pela Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Reveh) da FVS-RCP, Fabiana Bianchet, ressalta que a reunião marca a abertura do calendário anual de atividades com os núcleos hospitalares. “A proposta é manter uma agenda permanente de acompanhamento técnico, fortalecendo o monitoramento dos agravos e a qualidade das informações registradas pelas unidades”, afirma.
Representando a Policlínica Cardoso Fontes, a enfermeira Greicy Kelly avaliou positivamente a iniciativa. “A aproximação entre as unidades assistenciais e a vigilância favorece a troca de experiências e contribui para o aprimoramento das ações relacionadas à tuberculose, além de facilitar o fluxo de comunicação entre os serviços”, destaca.
Entre os temas abordados estiveram as orientações do Centro de Informações Toxicológicas do Amazonas (Ciatox), com destaque para o manejo e registro de intoxicações exógenas; a vigilância da leptospirose, especialmente no contexto do período sazonal; e a paralisia flácida aguda, agravo monitorado de forma estratégica para prevenção e detecção precoce de possíveis casos relacionados à poliomielite.
As equipes também receberam direcionamentos sobre busca ativa e encerramento oportuno de casos no Sistema de Informação.
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