
Vice-governador busca base partidária e tenta unir forças políticas para disputa do governo (Foto: Ricardo Machado/Secretaria-Geral da Vice-Governadoria)
O vice-governador Tadeu de Souza intensificou as articulações políticas com o objetivo de chegar estruturado à disputa pelo Governo do Amazonas. Embora negue uma futura filiação ao União Brasil, o movimento mais consistente ocorre em direção ao Progressistas (PP), legenda que, no estado, é comandada pelo vereador Rodrigo de Sá, ex-presidente do Detran-AM, e tem como um de seus principais quadros o deputado federal Fausto Jr..
O PP integra uma federação nacional com o União Brasil, o que coloca a sigla, no plano estadual, sob a liderança política do governador Wilson Lima. As federações partidárias, que substituíram as antigas coligações, têm duração mínima de quatro anos e atuação obrigatória em âmbito nacional, o que amplia o peso das decisões tomadas agora sobre o cenário eleitoral de 2026.
No campo das negociações, o vice-governador tenta construir um acordo que reúna o Avante, partido do prefeito de Manaus, David Almeida, e o União Brasil, em torno de uma candidatura única ao governo. O pano de fundo dessas tratativas é a expectativa, tratada como praticamente certa nos bastidores, de que Wilson Lima renuncie ao cargo para disputar uma das duas vagas ao Senado.
Os argumentos apresentados giram em torno do controle das estruturas administrativas. David Almeida teria à disposição a máquina da Prefeitura de Manaus, que poderia ser conduzida por seu aliado, o atual vice-prefeito Renato Jr., enquanto o governo estadual ficaria sob comando de Tadeu, que indicou como vice-governador. A avaliação feita nesse campo é de que o prefeito, já eleito e reeleito e com passagem pelo governo interino do estado, ainda teria outras oportunidades eleitorais. Já para Tadeu de Souza, a ausência de uma candidatura agora significaria o encerramento da trajetória política ao fim do mandato, em dezembro.
O ambiente político, no entanto, segue instável. Circula entre lideranças, até, a possibilidade de que David Almeida permaneça no cargo e volte a apoiar o senador Omar Aziz em uma nova disputa pelo governo. A interlocutores, o prefeito tem afirmado que deixará o cargo de qualquer maneira, com ou sem a construção de um projeto comum com o vice-governador.
Com isso, a sucessão estadual entrou definitivamente no radar do meio político. As movimentações ganharam intensidade, os canais de diálogo estão abertos e o jogo pelo futuro do Palácio do Governo passou a ser tratado, nos bastidores, como uma disputa em andamento acelerado.
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