
Foto: Valdo Leão/Semcom
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) realizou, nesta sexta-feira, 30/1, a primeira aula do programa “Escola de Transporte Inclusivo”, no auditório do Parque Municipal do Idoso (PMI), que reuniu mais de 70 operadores do sistema, entre motoristas e cobradores, além de representantes da Fundação de Apoio ao Idoso Dr. Thomas (FDT) e dos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência, instituições parceiras da iniciativa.
O programa visa qualificar quem está na linha de frente do transporte coletivo para oferecer um atendimento mais respeitoso, seguro e empático, especialmente aos idosos, Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas com doenças ocultas.
A “Escola de Transporte Inclusivo” passa a ser um espaço permanente de formação, diálogo e transformação de condutas, para fortalecer o papel social do transporte público.
Um dos pontos centrais do treinamento é a aula de vivência, etapa prática em que os operadores experimentam, na prática, as limitações e desafios enfrentados por idosos e pessoas com deficiência no uso do transporte coletivo. A atividade busca desenvolver a sensibilidade e a empatia dos profissionais, aproximando-os da realidade dos usuários.
“A vivência será aplicada aos operadores em conjunto com nossos servidores, que são altamente preparados e qualificados para essa missão, além da parceria com os instrutores do Sest Senat. Nesse momento, eles passam por um processo de sensibilização, se colocando no lugar do outro, como se estivessem na condição de pessoa idosa ou com alguma limitação. É uma experiência que permite sentir, perceber e compreender melhor. Na prática, eles conseguem se sensibilizar ainda mais com esse público e fortalecer a empatia no atendimento, que tende a ser cada vez mais aprimorado”, explica a vice-presidente de Transporte do IMMU, Viviane Cabral.
Para a diretora-presidente em exercício da Fundação de Apoio ao Idoso Dr. Thomas, Larissa Meireles, a capacitação é um passo essencial para elevar a qualidade do serviço prestado.
“Nossa expectativa é capacitar o maior número possível de motoristas e cobradores para que eles ofereçam ao idoso e à pessoa com deficiência o melhor serviço. Foram muitas reuniões, conversas e articulações. O IMMU está à frente do programa, que busca prestar um serviço de qualidade e excelência. Sabemos que esses profissionais vêm de jornadas de trabalho intensas, então pensamos em oferecer uma vivência baseada nas queixas e demandas dos usuários, além de um conteúdo didático cuidadosamente elaborado. Queremos que eles saiam daqui transformados, porque só entendemos verdadeiramente o outro quando nos colocamos no lugar dele. Essa capacitação tem o objetivo de transformar a experiência dos idosos e das pessoas com deficiência no transporte, para que se sintam seguros e respeitados”, disse.
O motorista Elionair de Araújo, da empresa Expresso Coroado, ressaltou a relevância da inclusão no dia a dia do transporte coletivo. “Vivemos um momento em que a inclusão é um grande desafio, seja para pessoas com mobilidade reduzida, idosos ou gestantes. Esse programa é muito importante para nós, condutores, que transportamos vidas, sonhos e pessoas todos os dias. Precisamos ter atenção, dar informações, orientar, ter esse tato no atendimento. Para garantir um transporte público de qualidade, com segurança e conforto, é necessário incluir todos, especialmente nossos idosos e as pessoas com mobilidade reduzida”.
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