
Presidente defende união regional acima de divergências políticas em discurso no Fórum Econômico América Latina-Caribe, no Panamá. (Foto: Reprodução)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (28), a união da América Latina e do Caribe como estratégia para enfrentar desafios geopolíticos globais e condenou ações intervencionistas que classificou como “neocoloniais”. A declaração foi feita durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, realizado na cidade do Panamá.
Em seu discurso, Lula afirmou que a região precisa superar divergências ideológicas e adotar um “regionalismo possível”, baseado no pragmatismo e na pluralidade. Segundo ele, a fragmentação política enfraquece os países latino-americanos diante de um cenário internacional marcado por disputas de poder e uso da força.
Sem citar países diretamente, o presidente criticou investidas externas por recursos estratégicos e defendeu a diplomacia como caminho para a cooperação regional. Lula também relembrou a política de “boa vizinhança” adotada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt, destacando as chamadas quatro liberdades fundamentais como pilares para a democracia e os direitos humanos.
Ao encerrar, o presidente afirmou que a principal batalha da região deve ser contra a fome e a desigualdade. Para isso, defendeu investimentos, transferência de tecnologia e comércio justo como instrumentos centrais para promover desenvolvimento e estabilidade na América Latina e no Caribe.