
A motivação do incêndio estaria relacionada a uma pendência trabalhista com a empresa. (Foto: Reprodução)
Um homem suspeito de provocar um incêndio criminoso em uma fábrica de estofados no bairro São Francisco, zona sul de Manaus, foi preso na noite desta quarta-feira (22). O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e passou a ser investigado pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O suspeito, que não teve a identidade divulgada pelas autoridades, confessou o crime durante depoimento na delegacia.
Segundo informações da Polícia Civil, o homem afirmou que a motivação do incêndio estaria relacionada a uma pendência trabalhista com a empresa. Durante o interrogatório, ele declarou que não se arrepende do que fez e afirmou que repetiria a ação caso tivesse oportunidade. A confissão ocorreu após a prisão, realizada poucas horas depois do incêndio.
Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a ação. Os vídeos mostram o momento em que o suspeito invade o interior da fábrica durante a noite, despeja combustível em diferentes pontos do local e, em seguida, ateia fogo. As chamas se espalharam rapidamente pela estrutura, devido à presença de materiais inflamáveis utilizados na fabricação de estofados.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foi acionado e enviou uma grande força-tarefa para conter o incêndio. Ao todo, 20 bombeiros e oito viaturas atuaram na ocorrência. Para o controle total das chamas, foram utilizados aproximadamente 40 mil litros de água. O trabalho de combate ao fogo durou várias horas, até que a área fosse considerada segura.
De acordo com os bombeiros, o incêndio destruiu completamente uma área estimada em cerca de 450 metros quadrados da fábrica. Apesar dos danos estruturais severos e do prejuízo material significativo, não houve registro de pessoas feridas. No momento do incêndio, o estabelecimento estava fechado, o que evitou vítimas.
Após a contenção das chamas, a área foi isolada para a realização de perícia técnica, que irá auxiliar na confirmação das circunstâncias do incêndio e na produção de laudos complementares. O material coletado, incluindo as imagens de segurança, será anexado ao inquérito policial.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve responder por incêndio criminoso, conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
As investigações seguem sob responsabilidade do 1º Distrito Integrado de Polícia, que apura se houve participação de outras pessoas e se existiam registros anteriores de conflitos trabalhistas entre o suspeito e a empresa atingida.
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