
Homem de 56 anos apresentou documentos irregulares, alegou perseguição e já tem histórico por estelionato e falsificação. (Foto: Divulgação)
Um homem de 56 anos foi preso em flagrante no município de Juruá, no interior do Amazonas, após se apresentar falsamente como policial e registrar denúncias consideradas infundadas contra servidores públicos. A prisão ocorreu na quinta-feira (15), depois que a conduta do suspeito levantou desconfiança durante atendimento na delegacia da cidade, localizada a 674 quilômetros de Manaus.
De acordo com a Polícia Civil, o homem compareceu à unidade afirmando, em momentos distintos, ser policial federal e integrante da Polícia Civil de Roraima. As versões contraditórias chamaram a atenção dos agentes, que passaram a verificar as informações apresentadas por ele.
Durante a apuração inicial, os policiais constataram que os documentos exibidos pelo suspeito não possuíam validade legal. Mesmo diante das inconsistências, ele insistiu em acusar um servidor da delegacia, alegando estar sendo perseguido e investigado injustamente por funcionários públicos.
Segundo o delegado Célio Lima, responsável pelo caso, as denúncias não apresentavam qualquer elemento concreto que sustentasse as acusações. Pelo contrário, o relato continha contradições e indicava possível tentativa de intimidação e retaliação contra os servidores citados.
A situação se agravou após a confirmação de que o homem já responde a outros processos na Justiça, incluindo crimes de estelionato, falsificação de documento público e uso de documento falso. As investigações apontam ainda que ele já foi alvo de apurações relacionadas à comercialização de certificados e carteiras funcionais falsificadas.
Para a polícia, o uso recorrente de identidade falsa demonstra a intenção de obter vantagens indevidas ou conferir credibilidade a denúncias sem fundamento. Diante do conjunto de irregularidades, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante.
Ele foi encaminhado à 70ª Delegacia Interativa de Polícia de Juruá, onde foram realizados os procedimentos legais. O homem deverá responder por falsa identidade, denunciação caluniosa e calúnia contra servidores públicos, permanecendo à disposição da Justiça enquanto o caso segue em investigação.
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