
Documento foi localizado em imóvel alugado e aguarda verificação oficial das autoridades brasileiras. (Foto: Reprodução)
O irmão de Eliza Samudio, Arlie Moura, afirmou acreditar na autenticidade do passaporte atribuído à atriz e modelo, encontrado em um imóvel em Portugal no fim de 2025. A informação veio a público nesta segunda-feira (5), após divulgação do caso pela imprensa.
Em entrevista, Arlie disse que os dados presentes no documento — como nome completo, filiação e data de nascimento — são compatíveis com os de Eliza. Apesar disso, ele ressaltou que ainda não há confirmação oficial das autoridades. “Não posso bater o martelo”, afirmou, acrescentando que, com as informações disponíveis até o momento, acredita que o passaporte seja, de fato, da irmã.
Segundo o relato, Arlie soube da existência do documento por meio da mídia e afirmou que segue aguardando novas informações. Ele destacou ainda que não mantém contato frequente com a mãe e acompanha o caso à distância.
De acordo com a publicação inicial, o passaporte teria sido encontrado por um homem não identificado em um apartamento alugado em Portugal, deixado entre livros em uma estante. Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que recebeu o documento na sexta-feira (2) e que, no mesmo dia, fez uma consulta oficial ao Itamaraty, em Brasília, para definir os procedimentos e a destinação do material.
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após informar amigos que faria uma viagem. Desde então, nunca mais foi vista e passou a ser considerada morta após suspeitos confessarem participação no crime.
Ela manteve um relacionamento com o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, à época jogador do Flamengo, com quem teve um filho, nascido em fevereiro de 2010. O caso ganhou grande repercussão nacional após o desaparecimento de Eliza e as investigações apontarem para o envolvimento do atleta.
Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pela morte da modelo, embora os restos mortais de Eliza nunca tenham sido encontrados. As versões apresentadas por condenados indicam que ela foi morta e esquartejada, mas as circunstâncias exatas do crime nunca foram totalmente comprovadas.
Veja mais notícias em Geral