12/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Irmão de Eliza Samudio diz acreditar que passaporte encontrado em Portugal seja autêntico

Publicado em 06 de janeiro, 2026

Irmão de Eliza Samudio diz acreditar que passaporte encontrado em Portugal seja autêntico

Documento foi localizado em imóvel alugado e aguarda verificação oficial das autoridades brasileiras. (Foto: Reprodução)

O irmão de Eliza Samudio, Arlie Moura, afirmou acreditar na autenticidade do passaporte atribuído à atriz e modelo, encontrado em um imóvel em Portugal no fim de 2025. A informação veio a público nesta segunda-feira (5), após divulgação do caso pela imprensa.

Em entrevista, Arlie disse que os dados presentes no documento — como nome completo, filiação e data de nascimento — são compatíveis com os de Eliza. Apesar disso, ele ressaltou que ainda não há confirmação oficial das autoridades. “Não posso bater o martelo”, afirmou, acrescentando que, com as informações disponíveis até o momento, acredita que o passaporte seja, de fato, da irmã.

Segundo o relato, Arlie soube da existência do documento por meio da mídia e afirmou que segue aguardando novas informações. Ele destacou ainda que não mantém contato frequente com a mãe e acompanha o caso à distância.

De acordo com a publicação inicial, o passaporte teria sido encontrado por um homem não identificado em um apartamento alugado em Portugal, deixado entre livros em uma estante. Em nota, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que recebeu o documento na sexta-feira (2) e que, no mesmo dia, fez uma consulta oficial ao Itamaraty, em Brasília, para definir os procedimentos e a destinação do material.

Relembre o caso

Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após informar amigos que faria uma viagem. Desde então, nunca mais foi vista e passou a ser considerada morta após suspeitos confessarem participação no crime.

Ela manteve um relacionamento com o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, à época jogador do Flamengo, com quem teve um filho, nascido em fevereiro de 2010. O caso ganhou grande repercussão nacional após o desaparecimento de Eliza e as investigações apontarem para o envolvimento do atleta.

Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pela morte da modelo, embora os restos mortais de Eliza nunca tenham sido encontrados. As versões apresentadas por condenados indicam que ela foi morta e esquartejada, mas as circunstâncias exatas do crime nunca foram totalmente comprovadas.

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