
Agência dos EUA teria contado com informante para monitorar Maduro antes de operação. (Foto: Jesus Vargas/Getty Images)
Relatórios divulgados pela imprensa internacional apontam que a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) manteve uma fonte dentro do governo da Venezuela para acompanhar os deslocamentos e a rotina do presidente Nicolás Maduro antes de uma operação conduzida por forças norte-americanas.
Segundo as informações publicadas, o trabalho de inteligência incluiu dados repassados por um informante com acesso ao núcleo do poder venezuelano, além do uso de tecnologias de monitoramento para confirmar a localização do chefe do Executivo. O acompanhamento teria ocorrido ao longo de meses, como parte de um planejamento estratégico mais amplo.
Ainda de acordo com as apurações, os detalhes sobre a identidade do informante e a forma de recrutamento não foram divulgados. Autoridades dos Estados Unidos evitaram comentar aspectos operacionais, citando questões de segurança nacional.
A revelação gerou repercussão internacional e reacendeu debates sobre espionagem, soberania e os limites da atuação de agências de inteligência em governos estrangeiros. Na Venezuela, o caso ampliou a tensão política e provocou reações de aliados do governo, que classificaram a ação como interferência externa.
Especialistas em relações internacionais avaliam que o episódio pode ter impactos duradouros no cenário geopolítico regional, especialmente nas relações entre Estados Unidos, Venezuela e países da América Latina.