19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ações coordenadas pelo Ministério da Justiça registram recorde na descapitalização do crime organizado

Publicado em 30 de dezembro, 2025

Operação da PF investiga uso de bets para lavar dinheiro do tráfico

Receita da Gestão de Ativos alcança aproximadamente R$ 481 milhões este ano. (Foto: PF/Divulgação)

A Diretoria de Gestão de Ativos e Justiça (DGA), da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), alcançou resultados históricos em 2025 na gestão e na alienação de bens apreendidos do crime organizado, com destaque para aqueles relacionados ao tráfico de drogas. Os números inéditos reforçam o papel estratégico da política de descapitalização criminosa conduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), ao retirar recursos da atividade ilícita e convertê-los em benefícios para a sociedade.

Ao longo de 2025, a DGA realizou 502 leilões, recorde histórico que resultou na alienação de mais de 10.990 ativos. Entre os destaques do ano, estão a venda de 51 imóveis vinculados ao tráfico de drogas e a arrecadação de mais de R$ 104 milhões em leilões de ativos desse tipo de crime — o maior valor já registrado.

Alienações antecipadas
Outro ponto relevante foi o avanço das alienações antecipadas, modalidade que permite a venda de bens antes do trânsito em julgado, quando autorizada judicialmente.

Este ano, mais de 50% dos ativos alienados utilizaram esse mecanismo, evidenciando sua importância estratégica. A ampliação dessa prática contribui para retirar rapidamente os bens da esfera criminal, reduzir perdas decorrentes da depreciação patrimonial e maximizar a arrecadação, garantindo maior eficiência e celeridade nas ações do Estado no enfrentamento contra o crime organizado.

Os resultados refletem um trabalho técnico, integrado e contínuo, que envolve planejamento, articulação institucional e aprimoramento dos procedimentos de gestão de ativos. A atuação da DGA tem sido fundamental para assegurar a administração correta, a custódia e a destinação adequada dos bens apreendidos, fortalecendo a efetividade das políticas públicas de combate ao tráfico de drogas e a outras atividades ilícitas.

Além dos recordes em leilões e alienações, 2025 também registrou o volume da Receita da Gestão de Ativos (RGA), indicador que reúne recursos provenientes de alienações, incorporações e custódia de bens. No período, a RGA alcançou aproximadamente R$ 481 milhões, o maior valor já registrado.

O impacto positivo alcançou o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), com arrecadação histórica de cerca de R$ 390 milhões. Os recursos do fundo financiam políticas públicas voltadas à prevenção, ao tratamento, à repressão ao tráfico de drogas e à reinserção social, reforçando o ciclo virtuoso de recuperação de ativos e reinvestimento em ações de interesse público.

Com esses avanços, a DGA reafirma o compromisso com a gestão dos recursos públicos, a transparência e a eficiência administrativa, ao mesmo tempo em que contribui de forma decisiva para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas. Os números de 2025 consolidam um novo patamar na política de descapitalização do crime organizado e evidenciam o impacto direto dessa atuação na proteção da sociedade e no fortalecimento do Estado brasileiro.

Agência Brasil

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