
Claudia Sheinbaum condenou os atos e reforçou a defesa de manifestações pacíficas. (Foto: Getty Images)
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, repudiou neste domingo (16) os episódios de violência registrados durante uma manifestação na Cidade do México no sábado (15). O protesto, convocado por um movimento que se identifica como “Geração Z México”, reuniu milhares de pessoas em várias regiões do país contra a insegurança, a corrupção e o avanço da violência — temas que ganharam força após o assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo, no início do mês.
Na capital mexicana, a marcha teve momentos de forte tensão quando um grupo de manifestantes encapuzados derrubou as grades de proteção do Palácio Nacional, desencadeando um confronto direto com a tropa de choque. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo, e o embate deixou 100 agentes feridos, segundo o secretário de Segurança Pública da cidade, Pablo Vázquez. Ao menos 40 policiais precisaram de atendimento hospitalar.
Durante um evento em uma escola no estado de Tabasco, Sheinbaum condenou os atos e reforçou a defesa de manifestações pacíficas.
“Dizemos ‘não’ à violência. Se você tem uma discordância, deve se manifestar de forma pacífica. Nunca há necessidade de usar a violência para alcançar mudanças”, declarou.
Enquanto o movimento “Geração Z México” afirma ser apartidário e representar jovens cansados do abuso de poder, o governo federal e autoridades da Cidade do México questionaram a origem das manifestações. A presidente chegou a levantar dúvidas sobre o número real de participantes, enquanto integrantes de sua administração atribuíram a mobilização a grupos opositores de direita e ao uso de bots para promover os protestos nas redes sociais.
A marcha de sábado expôs mais uma vez o clima de instabilidade política e social no país, que enfrenta sucessivos episódios de violência ligados ao crime organizado e tensões entre governo e movimentos civis.
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