
Com base em medições de 12 de novembro de 2025, levantamos níveis mínimos, máximos e atuais de seis importantes calhas da região amazônica (Foto: Divulgação)
Na última atualização disponível para os principais rios amazônicos — feita em 12 de novembro de 2025 às 18h45 — constam os seguintes níveis:
A seguir, apresentamos a situação atual combinada com os extremos históricos disponíveis para cada rio — o que permite interpretar melhor o cenário para a população ribeirinha:
• Nível atual: 18,89 m.
• Extremo máximo histórico: cerca de 30,00 m no Porto de Manaus, registrado em 5 de junho de 2021. 
• Extremo mínimo recente: eventos de seca severa registraram níveis muito abaixo da média na bacia. 
• Situação: Com o nível atual de 18,89 m, o rio está bem abaixo dos picos de cheia (≈ 30 m) e acima das mínimas extremas — indicando um nível moderado.
• Nível atual: 5,71 m (registro da régua em 12/11/2025).
• Extremos: O relatório mais recente informa níveis considerados “muito baixos” para a estação de Humaitá e Porto Velho nessa bacia. 
• Situação: O baixo valor atual sugere que o Rio Madeira segue em fase de vazante ou nível inferior à média para o período.
• Nível atual: 2,34 m.
• Estatísticas históricas: Na estação de Itaituba, dados de 1974-2024 indicam mínimas que chegam a ~0,83 m (83 cm) em 2024. 
• Situação: O nível atual de 2,34 m coloca o rio em fase de vazante, embora ainda acima das mínimas extremas registradas; alerta para comunidade de navegação e transporte.
• Nível atual: 7,76 m.
• Extremo mínimo histórico recente: Na estação de Fonte Boa, o nível chegou a 7,17 m em outubro de 2024. 
• Situação: O Rio Solimões mostra tentativa de recuperação (tendência de subida), mas ainda distante dos picos históricos de cheia — o que exige atenção para abastecimento e navegação.
• Nível atual: 6,72 m.
• Situação: Embora não tenhamos encontrado nesta pesquisa valor máximo/mínimo consolidado para o Juruá, relatório da Defesa Civil do Amazonas indica que essa calha esteve em “situação de alerta” em períodos recentes. 
• Interpretação: A subida atual sugere que a comunidade ribeirinha deve ficar atenta a eventuais reversões para cheia.
• Nível atual: 11,14 m.
• Situação: Similar ao Juruá, o Purus aparece em relatório recente como calha com níveis baixos, mas em processo de recuperação/hidratação. 
• Observação: Nível de 11,14 m indica ascensão — bom para navegação e vida ribeirinha — mas não elimina risco caso cheias se intensifiquem.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a maioria das bacias amazônicas estava em processo de vazante, porém “com níveis próximos à normalidade” em outubro de 2025, após dois anos severos de seca.  Isso significa que, embora não se registre uma crise imediata de seca, a região permanece sob atenção — tanto para vazantes (impacto em transporte, abastecimento, pesca) quanto para cheias inesperadas caso as chuvas se intensifiquem.
Para residentes, autoridades e agentes da navegação na Amazônia, essas métricas são vitais: os níveis dos rios funcionam como “marés” das regiões ribeirinhas, determinando desde a atracação de barcos até o risco de inundação ou isolamento de comunidades.
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