09/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bacia do Tarumã-Açu: apesar de plano interinstitucional, MP seguirá com petição conjunta com Defensoria

Publicado em 02 de novembro, 2025

Foto: Raphael Alves/TJAM

Promover a mobilização social e identificar os usuários da água da bacia do Rio Tarumã-Açu, fortalecendo o diálogo entre os diferentes atores locais — entre os quais o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) — e contribuindo para a construção participativa do plano de gestão dos recursos hídricos da região. Esse foi o objetivo do Workshop de Mobilização para a Elaboração do Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu, atividade do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA), realizada na quinta-feira (30/10).

Presente à programação, a promotora de Justiça Lílian Maria Pires Stone, titular da 50ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph), analisou a mobilização.

“A iniciativa de hoje era tudo que precisávamos anos atrás. Se tivéssemos a gestão das bacias e a gerência do uso do espelho d’água, por exemplo, as consequências não seriam as que se apresentam hoje. Teríamos a administração dos diversos tipos de flutuantes adequados à legislação e rendendo monetariamente, sem os impactos ambientais que tanto preocupam o MPAM como defensor do meio ambiente saudável e sustentável”, comentou.

Segundo a titular da 50ª Prodemaph, trata-se de um plano gestor de bacias e sub-bacias dos rios, cuja entrega está prevista somente para janeiro de 2027. “Nós estamos em outubro de 2025, com uma sentença em andamento para ser executada”, ressaltou a promotora, informando que o MPAM seguirá com os objetivos definidos na petição conjunta com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM), que solicita o cumprimento da sentença judicial para retirada dos flutuantes da localidade em etapas.

Pedidos da petição

O documento, assinado em setembro pelos dois órgãos, reúne os seguintes pedidos ao Município de Manaus:

  • Instalação de barreiras de contenção nos 11 igarapés afluentes da bacia do Tarumã-Açu;
  • Identificação/atualização de todos os flutuantes existentes na localidade;
  • Retirada de todos os flutuantes-garagens;
  • Instauração de uma Unidade Gestora da Bacia do Tarumã-Açu (ou qualquer outro órgão ou entidade administrativa) para o tratamento específico do ordenamento do uso do espaço, bem como para o exercício do Poder de Polícia — etapa cujo pontapé inicial foi dado na quinta-feira (30/10).

Já quanto ao Estado do Amazonas, MPAM e DPE/AM solicitam que seja determinada, via Polícia Militar (PM) Ambiental, a instalação de uma estrutura na foz do Tarumã-Açu, com o objetivo de impossibilitar a entrada de novos flutuantes no local. A proposta dos órgãos é de cumprimento até o fim deste ano.

O evento

O workshop foi uma realização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). As próximas fases envolverão a coleta e análise de dados hídricos e socioeconômicos, além da elaboração de cenários e prognósticos de demandas — etapas que também incluirão a primeira consulta pública, prevista para 2026.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.