04/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Profissionais da Sejusc trabalham pela ressocialização de jovens infratores

Publicado em 04 de outubro, 2025

Profissionais da Sejusc trabalham pela ressocialização de jovens infratores

Diariamente, 112 socioeducadores da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc-AM) atuam na garantia de segurança, disciplina e, principalmente, oportunidade aos adolescentes em conflito com a Lei. Neste sábado (04/10), Dia do Agente Socioeducativo, a pasta reforça a importância desses profissionais na construção de novos caminhos para jovens socioeducandos, auxiliando na reintegração social e na transformação de histórias.

A assistente social Vilza Carla é uma das socioeducadoras da secretaria e trabalha no Centro Socioeduvativo de Internação Feminina (CSIF), localizado na zona centro-oeste de Manaus. Ela atua há 10 anos no sistema socioeducativo do Amazonas.

Adolescentes

“O papel do socioeducador é de suma importância, porque nós estamos na ponta com esses adolescentes. Acompanhamos esses jovens desde a sua entrada [no sistema] até o desligamento. Considero a nossa missão nobre e especial, pois, além de garantirmos a integridade física e segurança desses adolescentes, nós nos dispomos a cumprir um papel pedagógico dentro do socioeducativo”, ressaltou Vilza.

De acordo com a profissional, a socioeducação nada mais é do que a educação social de pessoas ainda em desenvolvimento, por isso a necessidade de um olhar diferenciado para a internação, a semiliberdade, a liberdade assistida, a reparação de danos ou advertência.

“Hoje, não são mais vistas apenas como punição, mas como uma oportunidade desses adolescentes em conflito com a Lei de transformar as suas vidas através da Educação. Quando isso acontece, é muito gratificante para todos nós”, completou a socioeducadora.

No Amazonas

Os 112 socioeducadores do Estado estão distribuídos entre cinco unidades que acolhem adolescentes em conflito com a Lei. São elas: Unidade de Internação Provisória (UIP) e centros socioeducativos Assistente Social Dagmar Feitoza, Senador Raimundo Parente e de Semiliberdade Masculino, além do próprio CSIF. Destes profissionais, 92 atuam em unidades masculinas e 20 no centro socioeducativo feminino.

Diretora do CSIF, Kelly Cristine trabalhou durante quatro anos como socioeducadora. “O papel do socioeducador dentro do sistema socioeducativo é muito importante, porque esses profissionais convivem mais com os adolescentes. Eles vão conhecendo, a fundo, a história desses jovens, o perfil deles e quais são as potencialidades que a gente pode estar trabalhando”, frisou.

Equipe

Segundo a diretora, o socioeducador soma à equipe técnica para, juntos, traçarem oportunidades de ressignificação da vida dos adolescentes em conflito com a Lei. “Atuei 4 anos [como socioeducadora] e, ali, aprendi o que é a socioeducação e o que o sistema agrega, positivamente, na vida desses adolescentes. Hoje, não vemos mais a medida como punitiva, mas como oportunidade de transformar a vida desses jovens”.

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