10/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo flexibiliza CNH e permite estudo sem autoescola

Publicado em 02 de outubro, 2025

Governo flexibiliza CNH e permite estudo sem autoescola

Consulta pública discute novo modelo de habilitação que reduz custos e amplia acesso à Carteira Nacional de Habilitação. (Foto: Mauro Neto/Secom)

O governo federal abriu nesta quinta-feira (2) uma consulta pública para discutir mudanças no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal novidade é o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas, permitindo que candidatos escolham diferentes formas de se preparar para os exames teórico e prático, que continuam exigidos.

A iniciativa, conduzida pelo Ministério dos Transportes e com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca modernizar o sistema, reduzir custos e aumentar o número de brasileiros habilitados. Atualmente, tirar a primeira habilitação pode custar até R$ 3,2 mil, levando cerca de 20 milhões de pessoas a dirigir sem CNH. O governo estima que a flexibilização possa reduzir o valor em até 80%.

“Nosso objetivo é modernizar o sistema, garantir liberdade de escolha ao futuro motorista e, ao mesmo tempo, preservar a segurança no trânsito”, afirmou o ministro Renan Filho.

A minuta ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil, permitindo que a população envie sugestões antes de análise pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Entre as mudanças previstas:

Abertura de processo online pelo site da Senatran ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Fim da obrigatoriedade das 20 horas-aula práticas; candidatos podem estudar sozinhos, recorrer a ensino a distância ou frequentar autoescolas.

Provas teórica e prática continuam obrigatórias.

Instrutores autônomos poderão atuar mediante credenciamento pelos Detrans e supervisão da Senatran.

Categorias C, D e E terão flexibilização semelhante, incluindo caminhoneiros e motoristas de ônibus.

CFCs continuam oferecendo aulas presenciais e online, mas deixam de ter exclusividade.

O modelo, inspirado em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, visa tornar o processo menos burocrático, mais barato e com mais opções de ensino digital e presencial.

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