
Com R$ 10,9 bi até agosto, capital amazonense ultrapassa Itajaí e lidera ranking nacional de importações, puxada pelo Polo Industrial (Foto: Divulgação)
Manaus ultrapassou Itajaí (SC) e se tornou a cidade que mais importou no Brasil no acumulado até agosto de 2025. Segundo dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a capital amazonense registrou R$ 10,93 bilhões em importações, superando os R$ 10,77 bilhões da cidade catarinense.
O resultado reflete a força do Polo Industrial de Manaus (PIM), cuja produção depende diretamente de insumos e bens intermediários trazidos de outros países. Esse desempenho coloca a Zona Franca de Manaus no centro da logística nacional, reforçando sua relevância estratégica para a indústria e para o comércio brasileiro.
A liderança de Manaus nas importações está ligada à demanda crescente de fábricas locais, que precisam de fluxo contínuo de matérias-primas e componentes. O movimento também evidencia a importância da infraestrutura portuária e da ampliação da capacidade dos armadores que operam na região.
Entre os principais pontos de entrada de cargas está o Porto Chibatão, que atua como elo de chegada, armazenamento e redistribuição de mercadorias para a indústria e o comércio no Amazonas.
“O Porto Chibatão tem uma missão clara: assegurar que a Amazônia não fique isolada, oferecendo infraestrutura moderna e soluções logísticas capazes de dar suporte ao crescimento das importações. Esse resultado histórico de Manaus é também uma conquista da eficiência logística que construímos ao longo de décadas, com investimentos contínuos em tecnologia, segurança e capacidade operacional”, afirmou Jhony Fidelis, diretor executivo do Grupo Chibatão.
Além do suporte ao setor industrial, o terminal também movimenta milhares de contêineres com bens de consumo e produtos essenciais para a população amazonense. Sua estrutura, composta por píeres flutuantes, pátios de grande capacidade e sistemas de planejamento próprios, permite operar com regularidade mesmo em períodos de estiagem dos rios.
Segundo Fidelis, a atuação do porto vai além do PIM.
“Nós garantimos que a logística da Amazônia funcione de maneira integrada, movimentando não só os insumos industriais, mas também cargas essenciais para a população. É uma responsabilidade que assumimos com seriedade e compromisso com o futuro da região”, disse.
A ascensão de Manaus ao topo do ranking das importações brasileiras reforça o protagonismo logístico da Amazônia e evidencia como sua infraestrutura portuária se consolidou como uma das mais importantes do país, sustentando a competitividade regional e nacional no comércio global.
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