
Foto oficial dos líderes das big techs com Trump. Divulgação
Em um jantar bastante estratégico na Casa Branca, executivos de gigantes da tecnologia — como Apple e Nvidia — trocaram elogios formais por vantagens políticas palpáveis. Com investimentos bilionários prometidos, esses líderes conseguiram isenções e compromissos de políticas favoráveis da administração Trump.
O CEO da Apple, Tim Cook, anunciou um investimento bilionário de US$ 100 bilhões em fabricação nos EUA e presenteou Trump com uma placa de vidro tecnológica com base banhada a ouro. O gesto simbólico representava a mudança da produção de tecnologias essenciais, como as telas do iPhone, para solo americano. Em contrapartida, Trump garantiu isenção dos 100% de tarifas sobre semicondutores importados para a empresa.
Jensen Huang, da Nvidia, estreitou laços com Trump desde janeiro deste ano. Apresentado como aliado próximo, Huang frequentou Mar-a-Lago e ganhou autorização do governo para vender chips avançados de IA à China — mesmo diante de preocupações de segurança nacional. O apoio republicano foi seguido de valorização meteórica da Nvidia, que atingiu US$ 4 trilhões de valor de mercado.
Executivos de OpenAI, Oracle e SoftBank anunciaram anúncios massivos em IA — parte do que a Casa Branca apelidou de “Trump effect”. Embora boa parte desses projetos estivesse em curso desde a gestão anterior, a nova aproximação com a administração abriu caminho para executive orders com tratamento preferencial no setor de IA.
A visita marca uma guinada estratégica: reuniões pessoais e elogios públicos substituem métodos tradicionais de lobby. Trump valoriza resultados tangíveis e performances espetaculares. A política agora é transacional, e quem traz benefícios expressivos a Washington ganha poder de negociação direto.
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