
A foto do pôr do sol poesia, que a natureza criou e a Inteligência Artificial adaptou às técnicas de Van Gogh e Matisse. Foto: Marcos Santos
Um pôr do sol sobre as águas tranquilas do rio Negro já é, por si só, um espetáculo de cores e sensações. Mas quando a Inteligência Artificial (IA) entra em cena, a mesma imagem pode ganhar novas vidas, texturas e interpretações. Foi o que aconteceu com a fotografia acima: a versão real, capturada no instante em que o sol toca o horizonte, foi reinterpretada em dois estilos consagrados da pintura, as técnicas do holandês Vincent Van Gogh, o pós-impressionismo, e do expressionismo francês de Henri Matisse.
A incursão da IA nas artes está amplamente difundida. Há playlists inteiras, em todas as plataformas de streaming, com músicas criadas com esse recurso — cantor, banda, até gêneros inteiros. Em alguns momentos, fica difícil distinguir o que é um artista humano e o que é sua versão em IA. Veja exemplos:
No Apple Music, a playlist Sound Generation reúne faixas ambient criadas por inteligência artificial.
No Spotify, além do recurso AI Playlist (beta), que monta mixes a partir de descrições do usuário, há projetos como a banda digital The Velvet Sundown, feita 100% por IA, e até faixas de Jazz IA, que levantam debates sobre autoria e transparência.

A explosão de cores no impressionismo de Matisse. Foto: IA
Na primeira releitura, a técnica inspirada em Henri Matisse trouxe pinceladas largas, cheias de intensidade, transformando o céu e o reflexo da água em mosaicos de vermelho, laranja, verde e azul. Para o olhar leigo, é como se o pôr do sol tivesse se tornado uma festa cromática, em que as cores dançam sem medo de exagerar.

As pinceladas agressivas de Van Gogh, aqui reproduzidas pela IA, contribuíram para a fundação da Arte Moderna
Já a segunda versão mergulha no universo de Vincent van Gogh. O sol aparece rodeado de espirais vibrantes, como se o céu respirasse. A água ganha ondas de pinceladas amarelas e azuis, transmitindo movimento, emoção e aquele toque dramático tão característico do pintor. Para quem vê, é como se a própria natureza tivesse alma e estivesse em transe.
Essas transformações foram feitas pelo ChatGPT, que já não se limita a escrever textos ou responder perguntas. Hoje, ele também pode recriar imagens em estilos artísticos, ampliando o campo da imaginação humana. O exercício mostra como a tecnologia não substitui o olhar humano, mas o amplia — oferecendo ferramentas para que fotógrafos, jornalistas, artistas e curiosos possam experimentar novas formas de expressão.
No fim, seja no realismo da foto ou no traço inventivo das versões artísticas, o pôr do sol segue cumprindo sua função eterna: lembrar que a beleza pode ser simples, mas também infinita nas maneiras de ser contada.
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