
Último dia reuniu oficinas, batalhas de rap, apresentações artísticas e legado da COP30 no coração da floresta. (Foto: Reprodução)
Manaus se transformou em palco de debates sobre o futuro da Amazônia durante a Glocal Amazônia 2025, que chegou ao fim na noite de sábado (30) após três dias de programação intensa. O evento contou com painéis, oficinas e atrações culturais que integraram saberes tradicionais, inovação e sustentabilidade.
O encontro ocupou espaços como o Palácio da Justiça e o Largo de São Sebastião, reunindo empresas, estudantes e comunidades em torno de temas como meio ambiente, arte e turismo sustentável.
No último dia, o foco foi o turismo sustentável e os impactos da COP30 na região Norte. A despedida contou com dança no Teatro Amazonas, roda de rap, pintura corporal indígena e feira de empreendedorismo no Largo.
“O futuro é agora, e a Glocal mostra que as comunidades são essenciais nesse processo”, afirmou Stephanye Chaves, analista de marketing. A programação ainda incluiu painéis sobre arte, patrimônio imaterial e o papel da Amazônia como potência global, além de oficinas que aproximaram saberes ancestrais da tecnologia, criando pontes entre tradição e inovação.
A estudante Carla Roberta destacou a importância do evento para estimular a consciência socioambiental: “Extremamente importante eventos como esse que colocam a gente no pensamento crítico, será que a gente tá fazendo muito pouco pelo Amazonas”.
A cultura urbana também ganhou espaço: em batalhas de rimas, jovens das periferias deram voz às suas realidades, fortalecendo a expressão cultural local. À noite, o Largo de São Sebastião foi tomado pelo vermelho do Boi Garantido, atual campeão do Festival Folclórico de Parintins, que resgatou toadas históricas e apresentou novos sucessos para encerrar a programação.
A Glocal Amazônia 2025 se despediu com a mensagem de que pensar global e agir local é essencial para que a voz da floresta ecoe além de suas fronteiras.