
Suspeito representava ameaça à vida do influenciador e teria divulgado falsos mandados de prisão para difamá-lo. (Foto: Reprodução)
O homem preso por enviar ameaças ao influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como “Felca”, também lucrava com a venda de material infantil nas redes sociais. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nesta segunda-feira (25).
Segundo o secretário Guilherme Derrite, a polícia considera o suspeito uma ameaça direta à vida de Felca e também à psicóloga entrevistada pelo youtuber no vídeo sobre “adultização”. O suspeito chegou a tentar incluir falsos mandados no Banco Nacional de Mandados do CNJ e divulgá-los na plataforma Discord, com objetivo de espalhar desinformação e difamar o influenciador.
O youtuber revelou que, após denunciar casas de apostas online e explorar casos de abuso infantil nas redes sociais, passou a receber ameaças constantes, precisando adotar segurança particular e deslocar-se em carro blindado.
A prisão ocorreu em Olinda, Pernambuco, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, por meio do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da 3ª Delegacia de Crimes Cibernéticos do Deic, e da Polícia Civil pernambucana. Durante a ação, outro indivíduo também foi conduzido à delegacia por estar em flagrante com o computador do suspeito em uso.
O vídeo que motivou as denúncias, publicado por Felca, relaciona a adultização ao contexto de exploração infantil, mostrando como algoritmos das redes sociais podem expor crianças a criminosos. O conteúdo já soma 48 milhões de visualizações e gerou grande repercussão, incluindo a prisão de Hytalo Santos, alvo das denúncias do influenciador.
Felca ficou conhecido pelo humor sarcástico em vídeos na internet desde 2012 e se destacou recentemente ao criticar a promoção de apostas esportivas (bets) por influenciadores, chegando a ser convidado para a CPI das Bets, que não se concretizou.
Além do impacto social, o influenciador arrecadou R$ 31 mil com lives sobre o tema, valor que foi integralmente destinado a instituições de caridade, reforçando seu posicionamento em defesa da proteção infantil e da ética nas redes sociais.
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