28/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Luiz Marinho critica avanço de ‘pejotização’, defende empregos formais e CLT

Publicado em 24 de agosto, 2025

Foto: Divulgação

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o direito ao emprego formal e condenou os ataques à CLT ao participar nesta sexta-feira (22) da abertura da 27ª Conferência Nacional dos Bancários no Anhembi em São Paulo. O ministro criticou a pejotização irrestrita e a terceirização, em voga atualmente no mercado de trabalho.

“Nós precisamos nos preparar pra uma queda de braço importante, que é o debate da pejotização. A pejotização é mais grave que a terceirização, porque ela pode destruir a Previdência Social e o FGTS, o fundo responsável por financiar políticas públicas importantes, como o Minha Casa, Minha Vida, e investimentos em projetos de desenvolvimento do país pelo BNDES”, alertou.

O ministro destacou que o momento é de defesa da soberania nacional. “Vamos acreditar no Brasil, vamos acreditar na nossa soberania, nossa democracia e fortalecê-la, porque é pelo debate político que nós podemos transformar o nosso município, o nosso estado e o nosso país. É pela política que o presidente Lula nos dirige e traz emprego crescente a cada mês”, salientou o ministro.

Números

Ele adiantou que os números do emprego formal de julho, que será apresentado na próxima semana pelos dados do Novo Caged, “serão positivo mais uma vez”. E destacou a queda do índice do desemprego no país, que alcançou o percentual mais baixo da série histórica, 5,8%. “Já geramos até junho, mais de 1.2 milhão de postos de trabalho, com saldos positivos em todos os grandes grupamentos de atividades econômicas. E vai continuar crescente”, frisou.

A defesa dos direitos sociais dos trabalhadores também foi destaque no discurso da presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro. “Estamos organizados aqui para a defesa dos bancos públicos, dos direitos sociais que fazem parte da nossa luta, de um sistema financeiro inclusivo, justo e que dê crédito para o desenvolvimento e para os trabalhadores, e não só para o rentismo”, ressaltou.

Trabalhador

Neiva parabenizou o ministro por defender pautas em prol do trabalhador, como o Crédito ao Trabalhador, que reduz os juros em empréstimos, indo contra os interesses dos banqueiros; a crítica à pejotização, que tanto prejudica a classe trabalhadora; e, principalmente, a Lei da Igualdade Salarial, que equipara salários de homens e mulheres no mercado de trabalho.

“Parabenizo o ministro. Nós apoiamos essas políticas. A pauta do trabalho é muito difícil. Atacaram os nossos direitos, fizeram uma reforma trabalhista que diziam gerar muitos empregos. E não gerou. Gerou precarização, pejotização. E por isso nós estamos em uma luta contra a terceirização, contra o fechamento de agências. Precisamos combater os ataques à CLT”, frisou.

A Conferência acontece até o dia 24 de agosto com o tema “O futuro que queremos: justo, soberano, solidário, inclusivo e democrático”, onde será debatido assuntos como os impactos da inteligência artificial nos empregos, o fechamento de agências e a regulação do setor financeiro.

Agência Gov

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