
Parlamentares afirmam que acompanharão o caso com “atenção e preocupação” e criticam vazamento de informações à imprensa. (Foto: Isabella Finholdt / Metrópoles)
Integrantes da bancada evangélica no Congresso Nacional criticaram a inclusão do pastor Silas Malafaia no inquérito da Polícia Federal que apura tentativa de obstrução no processo relacionado ao golpe de Estado de 2022. Em nota divulgada na sexta-feira (15/8), os parlamentares afirmaram que a investigação será acompanhada de “intensa atenção e preocupação”.
O documento é assinado pelos deputados Gilberto Nascimento (Frente Evangélica da Câmara), Cezinha de Madureira (Frente da Radiodifusão), Sóstenes Cavalcante (líder do PL na Câmara) e pelo senador Carlos Viana (Frente Evangélica do Senado). Os parlamentares repudiaram o fato de a inclusão do nome do religioso ter sido divulgada pela imprensa antes da notificação oficial à defesa.
Segundo o texto, “a escalada de medidas sem critérios técnicos claros, somada à divulgação de informações à imprensa antes de comunicação formal aos advogados do investigado, bem como a eventual ocorrência de vazamentos seletivos, configura prática que compromete a isonomia processual e abala a confiança no sistema de Justiça”.
A nota também destacou que a Constituição garante o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, reforçando que qualquer investigação envolvendo lideranças religiosas ou autoridades políticas deve observar tais princípios.
“As Frentes Parlamentares que subscrevem permanecerão vigilantes e atuantes para que as liberdades constitucionais e os direitos fundamentais sejam integralmente preservados”, conclui o documento.