
Sete oficiais da Polícia Militar do DF podem pegar mais de 20 anos de prisão. (Foto: Arquivo)
O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, nesta sexta-feira (8), ao julgamento das primeiras autoridades acusadas de envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Serão julgados sete oficiais da antiga cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), incluindo ex-comandantes e coronéis, por crimes como omissão, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio público.
O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Primeira Turma do STF, com previsão de término em 18 de agosto. Até o momento, o Supremo já condenou 643 pessoas por participação nos ataques, mas nenhuma delas ocupava cargo de comando nas forças de segurança ou no governo.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os sete réus se omitiram no cumprimento do dever de proteger os prédios públicos e, de forma subjetiva, se aliaram aos manifestantes que acampavam em Brasília. A denúncia afirma que a antiga cúpula da PM-DF descumpriu obrigações previstas na Constituição, em legislações locais e nas normas internas da corporação.
Coronel Fábio Augusto Vieira (ex-comandante-geral)
Coronel Klepter Rosa Gonçalves (subcomandante-geral)
Coronel Jorge Eduardo Barreto Naime
Coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra
Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos
Major Flávio Silvestre de Alencar
Tenente Rafael Pereira Martins
Eles foram presos preventivamente em 2023, durante a Operação Incúria, mas atualmente respondem em liberdade com medidas cautelares.
As penas combinadas podem ultrapassar 20 anos de prisão. A denúncia, assinada pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, também envolve nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e ex-ministros de Estado.
A defesa de Paulo José Ferreira afirma que ele é “totalmente inocente” e que a denúncia não foi comprovada. Já os advogados de Klepter Rosa Gonçalves alegam que ele não ocupava o comando-geral no dia dos atos e que não tem ligação política. A advogada de Rafael Pereira Martins informou que se manifestará apenas nos autos.
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