
Manifestantes pedem anistia aos réus do 8 de janeiro e atacam decisões do STF em atos pacíficos liderados por políticos e religiosos. (Foto: Michel Melo/Reprodução)
Neste domingo (3), manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra o ministro Alexandre de Moraes (STF) reuniram apoiadores em pelo menos 62 cidades brasileiras. Os protestos, organizados por parlamentares bolsonaristas e lideranças evangélicas, como o pastor Silas Malafaia, pediram anistia aos investigados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e o impeachment de Moraes, além de criticar medidas judiciais contra o ex-presidente.
Em Brasília, o ato aconteceu no Eixão Sul e contou com a presença da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que voltou a defender Bolsonaro e classificou como “abusiva” a decisão do STF que impôs uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente. Também estiveram presentes o senador Izalci Lucas (PL-DF), deputados distritais e o desembargador aposentado Sebastião Coelho, que chamou Moraes de “criminoso”.
No Rio de Janeiro, milhares de manifestantes se concentraram em Copacabana ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador Cláudio Castro (PL). Flávio acusou o Supremo de perseguição e falou em “anormalidade institucional”. Silas Malafaia, um dos principais organizadores dos atos, também discursou, usando as redes sociais para fazer críticas duras ao STF.
Em Belo Horizonte, o ato ocorreu na Praça da Liberdade, com menções a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que não participou por estar nos Estados Unidos, onde tenta articular apoio internacional. Os manifestantes celebraram sanções contra Moraes previstas pela chamada Lei Magnitsky, aprovada no país norte-americano.
A maior adesão foi registrada na região Sul, com 29 cidades participantes, sendo 26 apenas em Santa Catarina. Estados como São Paulo, Amazonas, Pará, Bahia, Ceará e Paraná também registraram atos. Camisetas verde-amarelas, bandeiras do Brasil e entoações do Hino Nacional marcaram a estética das manifestações, que ocorreram sem registro de violência.
Os protestos ocorrem em meio às investigações que apuram uma tentativa de golpe atribuída a Bolsonaro e aliados em 2022. Por decisão judicial, o ex-presidente está impedido de comparecer presencialmente a eventos públicos. Ainda assim, os atos demonstram o fortalecimento de sua base política, que promete novas mobilizações e pressão sobre o Congresso para aprovar anistia e enfrentar o Supremo.
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