
Investigação aponta falsificação de documentos e ligação entre dois grupos criminosos. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31), uma operação para combater fraudes envolvendo o Auxílio-Reclusão, benefício previdenciário pago a dependentes de detentos. A ação ocorre simultaneamente em Manaus e Manacapuru, no Amazonas, e tem como alvo duas associações criminosas suspeitas de falsificar documentos públicos para obter o benefício de forma ilegal.
Trata-se da segunda fase da Operação Falsi Captivi, que começou em 2024 após a identificação de um grupo que utilizava dados falsos para requerer o Auxílio-Reclusão em nome de pessoas que nunca foram presas. Em outros casos, a quadrilha adulterava certidões para estender, de forma fraudulenta, o tempo de prisão dos beneficiários, aumentando o valor a ser recebido.
Na primeira etapa da operação, deflagrada em novembro do ano passado, foram descobertos membros da organização e um escritório que atuava como fachada para os pedidos fraudulentos junto à Previdência Social.
Agora, com a deflagração da Operação Prison Fake, os investigadores apuram a atuação de um segundo grupo criminoso com o mesmo modo de operação, concentrado em Manacapuru. A organização utilizava dados de moradores locais para protocolar pedidos de Auxílio-Reclusão em nome de terceiros — alguns deles cúmplices do esquema, outros alheios à fraude.
Embora sejam associações distintas, a PF identificou possíveis conexões entre os grupos, o que motivou a realização das operações de forma simultânea. O objetivo foi impedir a destruição de provas e evitar que investigados fugissem, como já ocorreu em fases anteriores.
A Justiça Federal do Amazonas expediu mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, que estão sendo cumpridos pelos agentes federais ao longo do dia.
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