
O dispositivo passou por perícia no Instituto Nacional de Criminalística na última sexta-feira (18). (Foto: Lula Marques/Agência Brasil).
A Polícia Federal concluiu que há poucos elementos de interesse no pen drive encontrado escondido no banheiro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante operação recente. O dispositivo passou por perícia no Instituto Nacional de Criminalística na última sexta-feira (18), mas os dados extraídos frustraram os investigadores, que agora voltam sua atenção para o celular também apreendido na ação.
Segundo fontes próximas ao caso, o pen drive continha poucos arquivos e não deve contribuir de forma significativa para a investigação. Já o celular é considerado a peça-chave nesta etapa, e a equipe responsável já trabalha na análise de mensagens, imagens e outros dados armazenados no aparelho.
A decisão que autorizou a apreensão do celular foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes afirma que Bolsonaro atuou conscientemente de maneira ilícita, ao lado de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de submeter o STF à influência de outro Estado estrangeiro.
Bolsonaro, que se diz alvo de uma perseguição política, está submetido a medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e de contato com embaixadores, diplomatas, outros investigados e réus.
Sobre o pen drive, o ex-presidente afirmou: “Pen drive? Não sei!”, e ainda confirmou guardar dólares em espécie em casa. “Sempre guardei dólar em casa. É normal”, disse ele ao justificar os US$ 14 mil encontrados em sua residência.
A análise dos dados do celular deve guiar os próximos passos da investigação.
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