
Parlamentares viajarão a Washington no fim de julho para pressionar congressistas americanos e evitar prejuízos com nova taxação prometida por Trump. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (15), o envio de uma missão oficial aos Estados Unidos para tentar impedir a entrada em vigor da tarifa de 50% anunciada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. A medida deve começar a valer a partir de 1º de agosto e tem causado apreensão entre autoridades e empresários.
A viagem, que inicialmente estava prevista para setembro, foi antecipada para os dias 29 a 31 de julho. A decisão foi motivada pela necessidade de resposta rápida diante da iminência da taxação. A comitiva será composta por quatro senadores, cujo objetivo principal é estabelecer diálogo direto com congressistas norte-americanos e apresentar os impactos negativos que a medida pode gerar nas relações comerciais entre os dois países.
O requerimento para a missão foi apresentado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que estará entre os integrantes da delegação. Os demais nomes ainda serão confirmados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A iniciativa é vista como uma ação institucional do Legislativo brasileiro para reforçar as articulações diplomáticas já em curso, além de buscar apoio entre parlamentares dos EUA em uma tentativa de sensibilizá-los quanto aos efeitos da tarifa para setores estratégicos da economia nacional.
A missão deverá se somar aos esforços realizados por representantes do governo federal e de entidades do setor produtivo, que também buscam evitar a aplicação da tarifa, considerada um duro golpe para as exportações brasileiras.
A medida dos Estados Unidos se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e inclui, entre outros argumentos, alegações de práticas comerciais desleais por parte do Brasil — o que o governo brasileiro nega veementemente.
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