19/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Gestantes indígenas participam do projeto ‘Bom Parto’ na USF Parque das Tribos

Publicado em 21 de maio, 2025

Foto: Divulgação/Semsa

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da equipe da Unidade de Saúde da Família (USF) Parque das Tribos, no bairro Tarumã-Açu, zona Oeste de Manaus, desenvolveu na manhã desta quarta-feira, 21/5, mais uma etapa do projeto “Bom Parto”.

Iniciado em 2023, o projeto foi idealizado para o acompanhamento das gestantes indígenas não aldeadas com ações estratégicas tendo o objetivo de atingir um aumento na adesão ao pré-natal e atender as demandas que abrangem questões de atendimento em saúde, fisioterapia e serviço social.

A enfermeira Mayara Silva Veloso, uma das coordenadoras da atividade, explicou que atualmente o projeto atinge um público mais amplo, incluindo indígenas, população ribeirinha e migrantes.

“O projeto já atendeu mais de 300 mulheres e hoje temos um grupo de 80 gestantes em acompanhamento, com encontros mensais para desenvolver atividades educativas com orientações sobre temas como direito reprodutivo e direitos sociais. Também, com o apoio de instituições parceiras, temos encontros com atividades de meditação e de relaxamento”, explicou Mayara Veloso.

A enfermeira destacou ainda que a ideia é aproveitar os encontros para abordar questões que o profissional de saúde não consegue abranger de forma completa dentro do consultório durante o horário da consulta, atendendo as demandas apresentadas pelas gestantes.

“No início do projeto, os encontros aconteciam na Maloca dos Povos Indígenas, com a equipe de saúde itinerante. Hoje, utilizamos a estrutura da Unidade de Saúde, envolvendo equipe multiprofissional com apoio de assistente social, enfermeiro, médico, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde”, informou Mayara.

Impactos

Os resultados do projeto incluem impactos positivos nos indicadores de vacinação das gestantes, no número de consultas pré-natal recomendadas, nas consultas odontológicas realizadas, realização do teste rápido para HIV, sífilis e Hepatites B e C durante a gestação e no número de consultas puerperais.

“Na área de abrangência da Unidade de Saúde, atendemos uma população de indígenas, migrantes e ribeirinhas, com demandas diferenciadas e que exigem um olhar e cuidado específicos. O que parece uma informação simples para a gente, faz toda a diferença para elas na busca por um bom parto e pós-parto”, comentou Nayara.

Planejamento familiar

A assistente social Liliane de Oliveira Trindade, que também atua no projeto, ressaltou que o projeto reforça orientações sobre planejamento familiar e informações sobre direitos e benefícios sociais como o Bolsa Família e o ingresso no programa Leite do Meu Filho, da Prefeitura de Manaus.

“Algumas mulheres, até por desconhecer os seus direitos, ainda não estão incluídas no Bolsa Família e o projeto Bom Parto reforça essas informações e orientar sobre a inclusão no programa do Governo Federal. É uma renda que ajuda muito na alimentação da gestante e da família, e na compra do enxoval para a criança”, afirmou Liliane.

Saúde mental

De acordo com a assistente social, o projeto Bom Parto também é uma estratégia que pode ajudar as gestantes que chegam apresentando questões de saúde mental, como depressão ou ansiedade. “Conforme a atividade vai sendo desenvolvida nos encontros, há o diálogo e o profissional de saúde pode orientar da melhor forma possível, sempre tendo o respeito às especificidades, à cultura e ao direito de escolha das gestantes sobre como será o parto”, garantiu Liliane.

A vendedora Dayane Cardoso dos Santos, moradora do bairro Tarumã, com sete meses de gestação, faz o pré-natal na USF Parque das Tribos e participa das ações do projeto “Bom Parto”. Segundo ela, os encontros com a equipe multiprofissional têm ajudado muito com informações e orientações.

“Todos os profissionais aqui na Unidade de Saúde são ótimos e a gente se sente amparada por eles nos agendamentos das consultas e outros atendimentos. Achei muito úteis as informações que recebi sobre amamentação e saúde indígena, e também sobre a importância dessa conexão e de passar o amor que a gente tem para os filhos”, destacou Dayane Santos.

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