12/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

MPAM fiscaliza cumprimento de TAC para desocupação de áreas de preservação permanente em Nhamundá

Publicado em 06 de maio, 2025

MPAM fiscaliza cumprimento de TAC para desocupação de áreas de preservação permanente em Nhamundá

O acordo entre o Ministério Público do Amazonas e a Prefeitura de Nhamundá foi firmado para assegurar a proteção ambiental e o uso sustentável do território (Foto: Divulgação/Prefeitura de Nhamundá)

No município de Nhamundá, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da promotoria de Justiça local, instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar, ao longo de 2025, o cumprimento de um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado com a Prefeitura de Nhamundá em 2018.

O TAC foi estabelecido no âmbito da Ação Civil Pública (ACP) nº 0000258-31.2018.8.04.6100 e tem como objetivo a regularização e a interrupção de construções irregulares em áreas de preservação permanente (APPs) no município.

De acordo com a portaria, três construções específicas localizadas em APPs no município devem ser desocupadas e ter os materiais de obra retirados. A promotora de Justiça Ana Carolina Arruda Vasconcelos, responsável pela ação, solicitou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sedema) informações atualizadas sobre a situação dessas edificações.

A promotoria também requisitou o agendamento de uma reunião com o secretário da Sedema para tratar das construções irregulares e as providências a serem tomadas.

A promotora de Justiça destacou a importância de assegurar que as cláusulas pactuadas no TAC sejam efetivamente cumpridas. “Esse acompanhamento próximo é essencial para garantir o respeito à legislação ambiental e prevenir danos significativos, sobretudo porque a sede do Município de Nhamundá está situada em uma ilha, o que aumenta a pressão por ocupações em áreas ambientalmente sensíveis”, afirmou a promotora.

O MPAM considera essencial o acompanhamento contínuo das ações relacionadas à proteção do meio ambiente, sobretudo no contexto amazônico, onde a preservação de ecossistemas é indispensável para a manutenção da biodiversidade. A ocupação irregular dessas áreas compromete o equilíbrio ecológico, afeta os recursos hídricos, a biodiversidade e contribui para o agravamento de eventos climáticos extremos, como alagamentos e deslizamentos.

O procedimento administrativo seguirá em curso ao longo de 2025, com possibilidade de novas diligências conforme a evolução dos fatos.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.