10/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Comércio ilegal de axolotes ameaça biodiversidade e leva à apreensão em Manaus

Publicado em 28 de abril, 2025

Comércio ilegal de axolotes ameaça biodiversidade e leva à apreensão em Manaus

Os animais, dois albinos e um de coloração selvagem, estavam sendo transportados de maneira inadequada (Foto: Divulgação/Ibama)

O axolote (Ambystoma mexicanum), um anfíbio originário do México e conhecido mundialmente por sua aparência curiosa e capacidade de regeneração, tornou-se um fenômeno global após sua inclusão no jogo Minecraft em 2021. No Brasil, no entanto, o comércio dessa espécie representa uma grave ameaça ambiental e um crime previsto em lei.

Recentemente, no dia 26 de março de 2025, três exemplares foram apreendidos pela Receita Federal em uma agência dos Correios de Manaus e encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, no Amazonas. Os animais, dois albinos e um de coloração selvagem, estavam sendo transportados de maneira inadequada, em sacos plásticos com água dentro de uma caixa equipada com um dispositivo de oxigenação.

A comercialização do axolote no Brasil é ilegal, visto que ele é classificado como uma espécie exótica no país. A legislação ambiental prevê penas rigorosas para quem compra, vende ou mantém animais silvestres sem autorização, incluindo multas elevadas e até detenção.

Especialistas alertam que a introdução de espécies exóticas pode comprometer ecossistemas locais, causando desequilíbrios na fauna e flora. Além disso, o comércio irregular de animais exóticos incentiva redes de tráfico internacional e contribui para a degradação ambiental.

“A vida silvestre está sendo ameaçada por práticas incentivadas na Internet. Precisamos estar atentos, pois muito do que se publica e do que se faz na Internet com a fauna constitue crime punível até mesmo com a detenção”, afirma Joel Araújo, Superintendente do IBAMA-AM.

Para combater essa prática, é essencial a conscientização da população sobre os riscos ecológicos e jurídicos envolvidos na posse de animais não nativos. O Ibama e outras instituições seguem atuando para coibir a entrada ilegal de espécies estrangeiras, reforçando a necessidade de fiscalização e educação ambiental.

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