06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tadeu de Souza defende uso racional da margem equatorial com royalties para transição energética

Publicado em 11 de abril, 2025

Tadeu de Souza defende uso racional da margem equatorial com royalties para transição energética

O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza (Avante), defendeu que a Petrobras faça o uso racional das reservas de petróleo da Margem Equatorial, que se estende do Amapá até o Nordeste brasileiro. O político assinou um artigo publicado, nesta sexta-feira (11/04), no site especializado em política sediado em Brasília (DF), Poder 360, propondo que os recursos gerados pela atividade financiem a transição energética brasileira e projetos ambientais sustentáveis na Amazônia.

No texto, Tadeu enfatiza que a área de atuação da Petrobras está situada na costa marítima brasileira, numa distância superior a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. Para o vice-governador, a instalação de uma indústria petroquímica no Amapá irá beneficiar toda a região, com impacto positivo até mesmo na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Extração

“A possibilidade de extração de petróleo na Margem Equatorial representa uma janela de oportunidade inédita para impulsionar o desenvolvimento de uma região historicamente marcada por isolamento e infraestrutura precária. A Petrobras já prevê um investimento de US$ 3,1 bilhões. Mais do que uma questão econômica, a exploração da Margem Equatorial é uma questão de soberania nacional”, escreveu Tadeu.

Guiana Francesa e Suriname já exploram a reserva em suas costas marítimas. Os dois países anunciaram, recentemente, iniciativas para distribuir diretamente aos cidadãos parte das receitas provenientes da exploração de petróleo e gás em suas águas territoriais.

Estatal

No Brasil, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal espera obter a licença pré-operacional ainda no mês de abril. A empresa brasileira prevê a perfuração de 15 poços na região em um cenário em que o pré-sal deverá iniciar uma queda na produção de petróleo a partir de 2030.

Segundo estudo apresentado pelo secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes, o uso racional do petróleo na Margem Equatorial promete atrair US$ 56 bilhões em investimentos e gerar mais de 300 mil empregos.

“O Polo Industrial de Manaus (PIM), por exemplo, poderá fornecer bens e insumos para atender às demandas logísticas e produtivas geradas por esse novo arranjo econômico. O governo federal não pode mais adiar essa decisão. Perder essa chance significaria condenar uma das regiões mais promissoras do país ao atraso”, defende o vice-governador, em outro trecho do artigo.

A questão ambiental

Tadeu de Souza ressalta, ainda, que a Petrobras mantém operações na província de Urucu, na cidade de Coari (a 363 quilômetros de Manaus) há 20 anos, sem nenhum tipo de incidente ambiental. E defende que os royalties sejam usados para a implementação de projetos e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“Diante desse cenário, proponho que parte dos recursos oriundos da exploração da Margem Equatorial seja direcionada para pesquisa e desenvolvimento de energias renováveis, em parceria com universidades que atuam na Amazônia. Isso permitirá a formação de mão de obra especializada em um dos setores que mais crescem no mundo e garantirá que o Brasil avance de forma sustentável na transição energética”, destaca.

Confira o artigo na íntegra: https://bit.ly/TadeuPoder360MargemEquatorial

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