
(Foto: Instagram/@realdonaldtrump)trumo
A partir desta quarta-feira, 12 de março, as tarifas de 25% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio entram em vigor, impactando quase US$ 150 bilhões em produtos importados. A medida afeta uma ampla gama de itens, desde peças para automóveis e tratores até utensílios domésticos, como frigideiras e pias de aço inoxidável.
Essas tarifas, que substituem isenções e cotas anteriores, atingem mais de 289 categorias de produtos, com destaque para componentes de alumínio usados na indústria automobilística, móveis metálicos e materiais de construção. Em 2024, as importações desses itens totalizarão US$ 147,3 bilhões, sendo dois terços provenientes de alumínio e um terço de aço.
Embora a ação tenha como objetivo fortalecer a indústria norte-americana e criar empregos, o impacto será sentido por consumidores e setores como o automotivo e a construção, que enfrentarão aumento nos custos. Para os produtores, especialmente em estados como Wisconsin, onde a manufatura de componentes metálicos é forte, as tarifas podem elevar significativamente os preços dos insumos.
Além disso, o Canadá e o México, principais fornecedores de metais para os EUA, também serão severamente afetados. Trump já havia ameaçado o Canadá com tarifas de até 50% sobre seus produtos metálicos, mas recuou após um acordo sobre a sobretaxa de eletricidade do estado de Ontário.
Especialistas alertam que as tarifas podem gerar uma “incerteza tarifária”, dificultando a previsão de custos para empresas de diversos setores, como construção e equipamentos automotivos. O impacto da medida poderá aumentar os preços ao consumidor, especialmente no mercado de equipamentos agrícolas, onde os preços do aço já subiram 21% desde o anúncio das revisões tarifárias.
A Casa Branca defende que as tarifas fazem parte de sua agenda “America First”, buscando reconstruir a base industrial do país e fortalecer a produção doméstica. A expectativa é que o segundo mandato de Trump continue com a aplicação de tarifas como uma forma de combater práticas comerciais injustas e promover o crescimento da indústria norte-americana.