05/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Documentário sobre quilombo perdido na Amazônia estreia nas plataformas de vídeo nesta quinta-feira (13)

Publicado em 12 de março, 2025

Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (13/3), estreia “Raízes Negras de Prainha”, um documentário que resgata uma história quase apagada pelo tempo: a saga da família Banguela, que fugiu da escravidão no século XIX e encontrou refúgio no Quilombo São João, localizado no coração da Amazônia paraense. A produção estará disponível gratuitamente em todas as plataformas de vídeo.

O documentário, realizado através da Lei Paulo Gustavo, foi idealizado pela Associação União Quilombo São João, proposto no Edital 02/2024 da Secretaria de Cultura de Prainha e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Prainha, Ministério da Cultura e Governo Federal. A produção é assinada pela Loop Media em parceria com a Farol do Norte Produções, unindo esforços para dar visibilidade a uma das histórias mais emblemáticas da resistência quilombola na Amazônia.

Baseado na pesquisa de Albertino Meneses para o mestrado na Universidade Federal do Pará, o filme traz registros históricos inéditos da família Banguela, sequestrada da África e escravizada nos engenhos da cidade de Óbidos, no Pará.

Foto: Divulgação

Filmado na cidade de Prainha, oeste do Pará, o documentário apresenta uma narrativa que entrelaça história, cultura e espiritualidade, mostrando a luta dos quilombolas para preservar sua identidade e garantir seus direitos. A história começa no século XIX, quando os Banguelas fogem dos engenhos, atravessam a floresta guiados pelos encantados, enfrentam os mistérios do Monte Santo e do Rio Urubuquara, e finalmente encontram refúgio nas margens do lago São João, onde fundam seu quilombo.

Mesmo após a abolição da escravatura, a família Banguela permaneceu invisível para o Estado. Por mais de um século, viveram sem registros oficiais, sem documentos, sem reconhecimento. Hoje, a nova geração enfrenta uma batalha diferente: a luta contra o esquecimento e pela valorização de sua história e cultura.

Foto: Divulgação

Para o diretor Leandro Xavier, contar essa história é um compromisso com a memória e com a identidade do povo quilombola: “Os Banguelas não são apenas personagens do passado. Eles estão aqui, vivendo, resistindo, reivindicando seus direitos. Esse documentário é um chamado para que a história deles seja reconhecida e preservada. A Amazônia é cheia de histórias ocultas, e essa é uma que não pode ser esquecida.”

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