13/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo amplia investimentos em pesquisa na Amazônia e reforça compromisso ambiental para COP30

Publicado em 17 de fevereiro, 2025

Saiba como títulos verdes possibilitam reflorestamento na Amazônia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Governo Federal está reforçando os investimentos na Região Amazônica. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinou um Termo de Autorização para o lançamento de uma chamada pública do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) cujo objetivo é selecionar “Projetos de cooperação internacional de pesquisa entre o Brasil e países Pan-Amazônicos”. Eles receberão um investimento de R$33,5 milhões, com recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A assinatura ocorreu durante a cerimônia do Governo Federal para anúncio, na sexta-feira (14), das entregas para Belém, capital do Pará, em preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e outras autoridades. Na ocasião, Lula ressaltou que “esta COP vai ser na Amazônia para todos a conhecerem do jeito que ela é”. “Para conhecerem as pessoas do Pará como elas são”, afirmou.

Em seu discurso, Luciana Santos destacou que a iniciativa representa uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nos debates sobre mudanças climáticas e sustentabilidade. “Temos a convicção de que, sem ciência, não há enfrentamento aos desafios crescentes da mudança do clima. Então, esse será também um espaço para a ciência brasileira mostrar a contribuição que estamos dando para as políticas nacionais de adaptação, de mitigação e também de preparação para o cenário que está se apresentando”, ressaltou.

No evento, também foi assinada a permissão para o CNPq ampliar para R$300 milhões as contratações de recursos do FNDCT para projetos de pesquisas aprovados na chamada Centros Avançados na Amazônia. A iniciativa faz parte do Pró-Amazônia, um dos 10 programas estratégicos aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo para 2024, e tem como objetivo apoiar e criar centros avançados de pesquisa com colaboração entre instituições que atuem na Amazônia Legal.

Carteira

O Governo Federal vai investir cerca de R$1 bilhão em projetos na Amazônia Legal. Desse total, R$ 400 milhões já foram disponibilizados. Um dos principais programas é o Pró-Amazônia, um dos eixos do FNDCT. O programa se consolidou como um dos maiores investimentos estratégicos voltados ao desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável da Região Amazônica. Serão investidos R$650 milhões para reafirmar o compromisso do setor público em promover inovação, pesquisa e cooperação internacional na Amazônia Legal, por meio de editais do CNPq com recursos do FNDCT.

Obras

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) reforçou os investimentos na cidade de Belém com três iniciativas: a expansão e modernização do Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a revitalização do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a construção do Museu das Amazônias. “Estamos falando de um equipamento de difusão científica e cultural, que amplia as vozes das florestas, seus povos e biodiversidade. O Museu, que ficará como um legado da COP30, será lugar de troca, de popularização da ciência, de compartilhar e aplicar o conhecimento científico, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e os saberes tradicionais”, declarou a ministra Luciana.

Clima

Além dos projetos de pesquisa e infraestrutura, o MCTI participa da elaboração do Plano Nacional de Adaptação, na Estratégia Nacional de Mitigação e no novo Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

A pasta também investe em iniciativas para aperfeiçoar e ampliar o trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). “No MCTI, estamos criando as condições para que a ciência, a tecnologia e a inovação possam dar sua contribuição para a agenda climática. O tempo do negacionismo ficou para trás. É com base na melhor ciência que construiremos um futuro mais sustentável e inclusivo”, afirmou Luciana.

Agência Gov

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.