
Entorno de Jair Bolsonaro aguarda denúncia da PGR sobre inquérito do golpe
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguardam para antes do carnaval a denúncia envolvendo o inquérito do golpe. No STF (Supremo Tribunal Federal), a expectativa é de que a denúncia seja apresentada nos próximos dias.
A ideia é julgar Bolsonaro até o fim deste ano. Para isso, ministros da Corte contam com uma denúncia fatiada da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a atuação de juízes auxiliares para agilizar oitivas, assim como foi no caso do mensalão.
A título de curiosidade, Sergio Moro atuou como juiz auxiliar de Rosa Weber, em 2012, no mensalão.
No entorno de Bolsonaro, ainda que, ao fim do julgamento, ele seja preso, já há uma discussão sobre repetir o movimento feito com Lula: de articular uma mobilização popular com a prisão.
A estratégia de Bolsonaro é esticar a corda de sua candidatura até o limite. Assim, ele trava a discussão de quem será seu sucessor na direita.
Além da denúncia, advogados aguardam o resultado da análise do material apreendido durante a prisão de Braga Netto — mais especificamente, no que foi encontrado com o coronel Peregrino, que só foi alvo de busca e apreensão.
Se a denúncia for feita, abre-se prazo de 15 dias para que os acusados enviem uma resposta escrita.
Concluída esta etapa, o relator libera o caso para que o recebimento da denúncia seja julgado de forma colegiada. Se a denúncia for aceita, os acusados se tornam réus e passam a responder a ações penais na Corte. Cabe recurso.
Veja mais notícias em Política