02/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

DPE-AM discute ações com Secretaria Nacional de Povos Tradicionais para comunidades locais

Publicado em 21 de janeiro, 2025

DPE-AM discute ações com Secretaria Nacional de Povos Tradicionais para comunidades locais

Reunião em Brasília debate inclusão social, regularização fundiária e acesso a direitos básicos para populações vulneráveis do Amazonas. (Foto: Luana Carvalho/DPE-AM)

As demandas das comunidades tradicionais do Amazonas foram o tema central de uma reunião entre representantes da Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e lideranças da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, pasta vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima (MMA), nesta segunda-feira, 20, em Brasília. O Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, destacou o encontro como um marco no fortalecimento de políticas públicas voltadas para essas populações, principalmente no que diz respeito à inclusão social e ao acesso a direitos básicos.

A reunião contou com a presença da Secretária Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Edel Moraes, uma mulher afro-indígena, nortista e ribeirinha, profundamente conectada à realidade das comunidades do Norte do Brasil. Durante o encontro, Edel destacou os inúmeros desafios enfrentados por essas populações, com ênfase nas dificuldades para obtenção de documentação básica. Essa barreira não apenas impede o acesso a programas sociais, mas também compromete a regularização fundiária, essencial para garantir direitos e fortalecer a autonomia dessas comunidades.

“Muitas pessoas sequer possuem certidão de nascimento. Este problema de falta de documentação bate à nossa porta toda hora. Toda a logística para atender essas comunidades já está em prática, mas a mobilização para resolver as questões documentais ainda é insuficiente”, destacou a secretária.

A Defensora Pública do Amazonas cedida para a pasta do Governo Federal, Isabela Salles, exemplificou que, embora sejam realizadas buscas ativas para cadastrar até 10 mil famílias, apenas 2 mil a 2,5 mil acabam sendo realmente incluídas. O principal obstáculo identificado são as inconsistências documentais, que dificultam o acesso às informações necessárias para o cadastro.

Além disso, Isabela destacou a falta de um sistema eficiente que integre os dados disponíveis em tempo real entre diferentes órgãos. O problema se estende a outros benefícios, como os pagamentos por serviços ambientais, que também requerem documentação adequada.

Com expertise nesta atuação, a Defensoria Pública do Amazonas se comprometeu a oferecer apoio para este trabalho no Estado. A coordenadora do Núcleo Especializado em Direitos dos Povos Indígenas e Tradicionais da DPE-AM, Danielle Fernandes, também participou da reunião, contribuindo com sua experiência em busca de soluções para as demandas apresentadas. “É um trabalho coletivo que exige escuta ativa e ação coordenada para garantir os direitos dessas comunidades”, enfatizou Danielle, que, no ano passado, coordenou uma ação em uma comunidade indígena onde mais de 2 mil demandas foram atendidas, sendo a maioria relacionada à documentação.

Rafael Barbosa destacou a relevância do trabalho conjunto: “Como bem disse a secretária Edel Moraes, não podemos falar em preservação ambiental, mitigação das mudanças climáticas ou sobrevivência da humanidade sem cuidar das pessoas que vivem e dependem diretamente da floresta. São essas comunidades que, historicamente, têm sido guardiãs da Amazônia”, enfatizou.

Veja mais notícias em Destaques

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.