
Prioridade é assegurar que Aliança Atlântica continue forte, afirmou (Foto: Reprodução)
Em sua primeira declaração como novo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte afirmou que sua principal prioridade é garantir que a aliança permaneça forte, destacando a necessidade de maiores investimentos em segurança, sem levar em consideração análises de custo-benefício. A declaração foi dada nesta terça-feira (1º), durante uma reunião no quartel-general da Otan, em Bruxelas.
Rutte, ex-primeiro-ministro dos Países Baixos, enfatizou que, para que a Otan atenda às suas crescentes demandas, será necessário aumentar as forças militares, investir em capacidades aprimoradas e promover inovações tecnológicas. “Para fazer mais, precisamos investir mais. Não há uma análise custo-benefício que possa ser feita se queremos proteger nossas pessoas”, declarou o novo secretário-geral, reforçando seu compromisso em fortalecer a aliança militar.
Entre as prioridades de Rutte está o estreitamento dos laços entre a Ucrânia e a Otan, dando continuidade ao Conselho Otan-Ucrânia, criado em 2023 com o objetivo de fortalecer a relação entre ambas as partes. “Não há segurança duradoura na Europa sem uma Ucrânia forte e independente”, declarou o secretário-geral, lembrando o trágico episódio do voo MH14. Em 2014, o avião da Malaysia Airlines, que fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur, foi derrubado por um míssil disparado por separatistas russos na Ucrânia. Rutte destacou que o conflito no país tem consequências que ultrapassam suas fronteiras.
Outro tema abordado por Mark Rutte foi a relação da Otan com os Estados Unidos, especialmente no contexto das eleições presidenciais norte-americanas de 2024. O novo secretário-geral afirmou estar preparado para trabalhar com qualquer um dos candidatos que possa vencer a disputa — Kamala Harris, vice-presidente dos EUA, ou Donald Trump, ex-presidente do país. Rutte, que já colaborou com Trump durante seu mandato como primeiro-ministro, afirmou não estar preocupado com o resultado das eleições.
“Conheço os dois candidatos muito bem e trabalhei com Donald Trump durante quatro anos. Estou pronto para colaborar com qualquer um deles”, afirmou, demonstrando confiança na continuidade da relação próxima entre a Otan e os Estados Unidos, independentemente do vencedor da corrida presidencial.
A cerimônia de transição da liderança da Otan marcou o fim dos dez anos de mandato de Jens Stoltenberg e o início da era de Mark Rutte à frente da aliança.
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