
Na última edição do JEBs, a delegação conquistou 42 medalhas. Ainda vão estrear oito modalidades na competição (Foto: Luiggi Bacelar/Seduc)
Com o término das modalidades do taekwondo e do karatê, o primeiro bloco de competições nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) está encerrado. Com 39 medalhas conquistadas até o momento, os atletas da delegação amazonense retornam às disputas neste sábado (28/09), com as estreias do xadrez, badminton, basquete, futsal e vôlei de praia.
O primeiro bloco de competições aconteceu com as disputas nas modalidades do karatê, taekwondo, handebol, atletismo, judô, tênis de mesa, wrestling, voleibol e ginástica rítmica. As expressivas 39 medalhas colaboram com o objetivo da delegação, que é o de ultrapassar o número de conquistas da última edição de JEBs, quando os estudantes-atletas do Amazonas retornaram para o estado com 42 medalhas.
“É um trabalho muito bem executado, em parceria com a Secretaria de Educação e outros colaboradores. A expectativa é sim de ultrapassarmos. Temos talentos em todas as modalidades que restam, com destaque para o badminton e a natação”, enfatizou o presidente da Federação Amazonense de Desporto Escolar (Fade), Auricélio Andrade.
Em Recife, o JEBs 2024 segue até 3 de outubro.
O último dia de disputas do primeiro bloco de competições terminou com seis novas medalhas para o quadro amazonense, sendo duas delas em classificações gerais por equipes. No taekwondo, o atleta Paulo Victor Lima, 14, conquistou a medalha de bronze na série “Ouro”, o maior ranqueamento do JEBs.
Aluno da Escola Estadual (EE) Cecília Carneiro de Oliveira, em Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus), Paulo Victor, que participa da primeira edição de JEBs, contou que começou a praticar o taekwondo por conta de uma cena de um filme de ação, que gostava quando criança. A brincadeira virou coisa séria e, hoje, a rotina de treinos é intensa, explicou.
“Me esforço muito, mas com muita paixão. E, hoje, o resultado veio com uma medalha. Demorei para engrenar nas lutas de hoje, mas as desatenções não se concretizaram em derrotas e pude dar a volta por cima. Estou muito feliz com a medalha”, destacou o atleta.
Já para o atleta Yudi Taquita, medalhista de bronze no karatê, a disciplina estimulada pelo esporte foi a virtude responsável pela sua evolução na arte marcial e na vida. O atleta contou que, depois de passar meses longe dos tatames, retornou após passar por problemas pessoais causados por más escolhas.
“Me envolvi em coisas ruins na minha antiga escola, dei trabalho, mas hoje sou outra pessoa por causa do esporte. É no tatame que me sinto bem, me sinto leve. Fui o azarão agora no JEBs, todos os meus adversários eram mais graduados do que eu. Por isso, estou muito feliz com o meu bronze”, compartilhou o atleta.
Yudi só foi derrotado por um adversário que integra a seleção brasileira de karatê, em um confronto duríssimo, que terminou em 2×1. A experiência proporcionou novos horizontes no esporte, ressaltou.
“Tenho entrado como azarão nos campeonatos e tenho ido bem. Lutar bem contra um oponente muito bom mostra que tenho potencial e é isso que quero explorar. Quero me consolidar, chegar à seleção, no pan-americano, no sul-americano e, no futuro, no mundial”, frisou o atleta.
Agora com 12 ouros, seis pratas e 21 bronzes, os medalhistas amazonenses são os seguintes:
O JEBs é um evento organizado pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE). No nível do desporto escolar, é a maior competição nacional no calendário. Neste ano, são 17 modalidades e mais 5 mil atletas em participação. O Amazonas possui representantes em todas as modalidades.