24/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça decide se acusados pelo assassinato de Bruno e Dom vão a júri popular

Publicado em 17 de setembro, 2024

Justiça decide se acusados pelo assassinato de Bruno e Dom vão a júri popular

Recursos dos réus são julgados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região nesta terça-feira (17) (Foto: Reprodução)

Nesta terça-feira, 17 de setembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em Brasília dará início ao julgamento dos recursos de três indivíduos acusados pelo assassinato do indigenista pernambucano Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. O caso, ocorrido em junho de 2022 na Terra Indígena Vale do Javari, Amazonas, ganhou ampla repercussão nacional e internacional.

A 4ª Turma do TRF1 analisará os recursos interpostos por Amarildo da Costa de Oliveira, Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira. Os réus contestam a decisão de outubro de 2023, que determinou que deveriam ser levados a júri popular. Atualmente, todos os acusados permanecem em prisão preventiva e respondem pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos em 5 de junho de 2022, após caírem em uma emboscada enquanto navegavam pelo Vale do Javari, a segunda maior terra indígena do Brasil, com mais de 8,5 milhões de hectares. A última vez que foram vistos foi durante um trajeto entre a comunidade São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte (AM), onde teriam uma reunião com lideranças indígenas e ribeirinhas. Seus corpos foram encontrados dez dias depois, enterrados em uma área de mata fechada, a cerca de três quilômetros do Rio Itacoaí.

Dom Phillips, colaborador do jornal britânico *The Guardian*, estava em missão cobrindo temas ambientais e conflitos relacionados a terras indígenas. Além de seu trabalho como jornalista, Phillips estava escrevendo um livro sobre a Amazônia.

Bruno Pereira, ex-coordenador da área de Índios Isolados e Recém Contatados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), havia se afastado do cargo para colaborar com a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). Sua atuação em defesa dos povos indígenas e do meio ambiente o tornou alvo de diversas ameaças de morte.

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