
Foto: Divulgação/DNIT
Não é raro ouvir relatos de pessoas que levaram dois ou mais dias para atravessar a BR-319, seja saindo de Manaus ou de Humaitá. Seja no período seco, quando os buracos e valões e demais deformações do solo forçavam o motorista a reduzir a velocidade, ou no período de chuvas, quando a situação se agravava, com imensos atoleiros, que em alguns casos a travessia podia levar vários dias ou até mesmo impedir a chegada.
Atualmente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amazonas, responsável pela BR-319, tem acompanhado de perto a execução das obras de manutenção ao longo da rodovia. Desde o ano passado, essas obras têm gerado resultados satisfatórios a quem trafega pela região. Um dos principais motivos é o uso inédito de um material denominado “tachão”, que possui melhor aderência ao tipo de solo, e que associado ao processo de drenagem praticamente tem extinguido os grandes atoleiros que existiam ao longo da BR.
Motoristas relatam que, atualmente, já é possível realizar a travessia, chegando a Humaitá em aproximadamente 10 ou 12 horas.
Além das obras de manutenção ao longo da rodovia, o DNIT está em processo de contratação da obra de pavimentação asfáltica que visa pavimentar cerca de 52 km da rodovia, iniciando-se no km 198 até o km 250 (próximo à comunidade de Iguapó-Açu). De acordo com a apuração, o processo está seguindo o cronograma regular, e existe previsão de contratação nos próximos meses.
A 7ª Vara Federal do Amazonas, em decisão liminar, suspendeu a Licença Prévia 672/2022, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que permitia ao DNIT iniciar as ações para a contratação de obras de pavimentação ao longo do trecho popularmente conhecido como “trecho do meio”, que se inicia no km 251 (comunidade Iguapó-Açu, em Manicoré/AM) e vai até o km 650 (próximo ao distrito de Realidade, em Humaitá/AM).
O DNIT informa que, até o momento, está avaliando a decisão para providências e manifestação, mas adianta que, devido as características específicas, o trabalho de manutenção possui licença ambiental específica e tem foco principal na garantia da trafegabilidade da rodovia para os usuários, com serviços de reforma das pontes, trabalhos de drenagem e aplicação de material denominado “tachão”.
O material para essas intervenções foi praticamente todo transportado para pontos estratégicos, denominados “pulmões”, de forma que, mesmo durante a estiagem prevista para este ano, que pode afetar a chegada do tipo de material, as ações de manutenção estão garantidas.
A intenção do DNIT é garantir a trafegabilidade da rodovia durante todo o ano. Praticamente toda a extensão da rodovia já recebeu algum tipo de intervenção das obras de manutenção.
Por essa razão, é importante que os motoristas tenham atenção ao trafegar pela rodovia, principalmente, durante a fase de compactação dos “tachões”, que são materiais rochosos, e que após a aplicação e aderência são compactados com o tráfego regular.
Outro ponto importante é que, apesar das ações com dispersão de água no solo (caminhões pipa) para reduzir nuvens de poeira, o motorista precisa dirigir com cautela e distância segura dos demais veículos, uma vez que com as altas temperaturas a água no solo evapora com maior velocidade.
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