19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Agricultura familiar é instrumento importante de combate à fome, afirma Wellington Dias

Publicado em 04 de junho, 2024

Agricultura familiar é instrumento importante de combate à fome, afirma Wellington Dias

Na China, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou da segunda edição do Seminário e Diálogos Intersetoriais Brasil-China de Luta contra a Pobreza e pela Revitalização Rural, um dos principais foros de discussão bilateral sobre o combate à fome e à pobreza e de modernização da agricultura familiar. O evento foi realizado na noite de segunda-feira (3/6), correspondente à manhã de terça-feira (4/6), pelo fuso horário brasileiro.

No evento, o titular do MDS defendeu que é preciso olhar para a agricultura familiar para vencer a fome e que, no Brasil e na China, ela é a principal fonte de alimento da população. “Não estou falando de qualquer tipo de alimento. Me refiro ao de qualidade: grãos, legumes, hortaliças, frutas, leite e tantos outros saudáveis e orgânicos, como os produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), aqui presente nesse encontro”, pontuou.

Ao lado do ministro do Desenvolvimento Agrário do Brasil, Paulo Teixeira, que também participou do encontro, Wellington Dias falou sobre os desafios para tirar o Brasil do Mapa da Fome e os avanços do Governo Federal no combate à insegurança alimentar. Além disso, elencou iniciativas decisivas nessa direção, como a criação do Plano Brasil Sem Fome, uma resposta imediata para frear a calamidade que o país viveu nos últimos anos.

“Após duas gestões negligentes e de desprezo com o povo mais pobre, em 2022, o Brasil retornou ao Mapa da Fome, com 33,1 milhões de pessoas de todas as idades em insegurança alimentar”, lamentou o ministro. “E, desde 2023, quando o presidente Lula voltou a liderar o Brasil, posso dizer que alcançamos animador resultado: 24,4 milhões de pessoas saíram da situação de insegurança alimentar e nutricional no Brasil. Ou seja, em apenas um ano de trabalho do atual Governo Federal, reduzimos em 73,5% o número de pessoas que passavam fome e que voltaram a ter o que comer”, avaliou o ministro.

Trabalho

O titular do MDS afirmou que ainda há muito trabalho pela frente, para alcançar 8,7 milhões de pessoas que se mantêm no Mapa da Fome no Brasil. Nesse sentido, em 2024 o governo brasileiro, com a aprovação da nova Reforma Tributária, passou a garantir a isenção fiscal para alimentos in natura e minimamente processados da Cesta Básica Nacional de Alimentos.

“Por outro lado, contamos muito com o apoio dos nossos parceiros, como a China, para impulsionar o desenvolvimento da agricultura familiar para a etapa moderna e eficiente”, afirmou. Em 2023, o governo brasileiro assinou um Memorando de Entendimento com o Ministério da Agricultura e Assuntos Agrários da China (MARA), que visa o intercâmbio de experiências entre os países. “E comemoro a realização deste Seminário, que é fruto desse acordo. O primeiro de muitos passos que pretendemos realizar nos próximos anos”, prosseguiu Wellington Dias.

Ao ponderar sobre os desafios para vencer a fome no Brasil, o ministro declarou que a situação depende não apenas de uma conjuntura interna favorável, mas de uma união global na mesma direção. “Fundamentado nessa premissa, o Presidente Lula incumbiu ao MDS, na presidência do Brasil no G20, articular a Força-Tarefa, para alcançarmos entendimentos para Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”, complementou.

Wellington Dias agradeceu ao governo chinês pela colaboração na construção da Aliança, iniciada nas reuniões do G20 em Teresina (PI), em maio. “Mais uma vez, agradeço a posição da China para este importante passo em benefício de toda humanidade”, concluiu.

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