09/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

CEO da Bluesky diz que não toleram assédio e discurso de ódio

Publicado em 14 de abril, 2024

CEO da Bluesky diz que não toleram assédio e discurso de ódio

Há pouco mais de uma semana, o bilionário Elon Musk iniciou uma série de ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo brasileiro. Sem apresentar provas, ele alega que a Justiça do país determinou ilegalmente que o X (Twitter), rede social na qual ele é dono, remova perfis de personalidades. Os ataques fizeram com que milhares de brasileiros deixassem a plataforma, inclusive autoridades federais.

No entanto, ao mesmo tempo, os brasileiros começaram a migrar para a Bluesky, plataforma fundada por Jack Dorsey, antigo dono do X, que vendeu o microblog para Elon Musk. Antes acessada apenas por convite, a Bluesky liberou para que qualquer pessoa possa se cadastrar na plataforma. Com isso, o número de usuários do Brasil já supera os 100 mil, totalizando 5,5 milhões de internautas na nova plataforma.

Em entrevista, Jay Graber, de apenas 32 anos, CEO da Bluesky, que está no comando da plataforma desde o início, defende que o governo Lula foi eleito democraticamente, afirma que a Bluesky pretende cumprir as leis e respeitar as autoridades do país, diz que não tolera discurso de ódio e anuncia novidades na plataforma, como a criação de trend topics, ou seja, lista com os assuntos mais comentados da plataforma, ainda neste ano, e a intenção de remunerar criadores de conteúdo em algum momento.

China

A mãe de Jay cresceu na China durante a Revolução Industrial, época em que o partido comunista restringia severamente livros e programas que a população poderia ter acesso. Por isso, ela recebeu o apelido de Lantian, que significa céu azul em mandariam. O nome seria para dizer a filha que ela deveria ter acesso a informações e liberdades que a matriarca não teve. Confira a entrevista completa:

Para o Brasil, a empresa está entusiasmada com a adesão dos usuários brasileiros! “O Bluesky permite criar feeds personalizados, por isso criamos um feed do Brasil Supercluster que mostra postagens de usuários brasileiros. Qualquer pessoa pode criar um desses feeds personalizados e permitir que outras pessoas o assinem, como um subreddit. Nossa missão é criar uma rede social aberta para conversas globais que seja divertida, saudável e que ofereça aos usuários mais opções do que plataformas onde as decisões são tomadas por um pequeno grupo de pessoas”, explicou a CEO.

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