
Foto: Reprodução
Com objetivo de se defender das acusações de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores para participar de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
A convocação foi feita por meio de vídeo nas suas redes sociais e o ato está marcado para o próximo dia 25 de fevereiro, a partir das 15h.
“Nesse evento eu quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses”, afirma Bolsonaro. Ele pede aos apoiadores que não levem faixas, nem cartazes contra ninguém, e que compareçam vestidos de verde e amarelo.
“Olá, amigos de todo Brasil, em especial de São Paulo. No último domingo de fevereiro, dia 25, às 15h, estarei na Paulista realizando um ato pacífico em defesa do nosso Estado Democrático de Direito. Peço a todos vocês que compareçam trajando verde e amarelo e, mais do que isso, não compareçam com qualquer faixa ou cartaz contra quem quer que seja. Nesse evento quero me defender de todas as acusações que têm sido imputadas à minha pessoa nos últimos meses. Mais do que discurso, uma fotografia de todos vocês porque vocês são as pessoas mais importantes desse evento, para mostrarmos para o Brasil e para o mundo a nossa união, as nossas preocupações e o que nós queremos”, diz o ex-presidente no vídeo.
Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, Bolsonaro poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.
Ele ainda não foi indiciado por esses delitos, mas as suspeitas sobre esses crimes levaram a Polícia Federal a deflagrar a Operação Tempus Veritatis, no último dia 8, que tem como alvo o ex-presidente e seus aliados.
Na esteira da operação da PF, foi retirado o sigilo por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), do vídeo de uma reunião ocorrida em 5 de julho de 2022, entre o então presidente e membros da alta cúpula de seu governo. A reunião está sendo investigado pela PF como parte do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado, após as eleições de 2022.
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