30/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Instituto de pesquisa prevê 2º turno nas eleições de 2024 para Manaus

Publicado em 01 de fevereiro, 2024

Instituto de pesquisa prevê 2º turno nas eleições de 2024 para Manaus

Pesquisa sobre as eleições para prefeito de Manaus foi realizada de 29 a 31 de janeiro.  (Foto:Divulgação/TSE)

O segundo turno estaria confirmado se as eleições para prefeito de Manaus fossem hoje, (1º) com David Almeida (Avante) e Amom Mandel (Cidadania) na disputa. É o que revela a pesquisa do InnQuesti, instituto da LLK Consulting, realizada com 800 respondentes entre 29 e 31 de janeiro de 2024.

Na intenção de voto espontânea o atual prefeito de Manaus David Almeida aparece com 17% da preferência. E o deputado federal pelo Amazonas Amom Mandel tem 7%.

Ainda na pergunta espontânea para prefeito de Manaus aparecem Coronel Menezes (PL) com 3% e Capitão Alberto Neto (PL) com 2%. Anne Moura e José Ricardo, ambos do PT, têm 1% das intenções de voto, cada um. Chama a atenção o fato de 60% dos entrevistados afirmarem que não sabem em quem votar ou não quiserem indicar um candidato.

“Isso ocorre porque estamos no início do processo eleitoral e as pessoas ainda não estão atentas a isso. Essa margem de indecisos sinaliza, ainda, duas coisas: que falta mais visibilidade para os candidatos, que precisam massificar seus nomes; e que o prefeito atual está com baixa visibilidade, o que pode sugerir uma necessidade de uma estratégia de comunicação e marketing mais agressivas”, avalia a diretora executiva do InnQuest e especialista em marketing político, Lorë Kotínski.

O cenário de 2º turno se repete quando a pergunta é sobre intenção de voto para prefeito com sugestões de nomes, a chamada pesquisa estimulada. Nessa, David Almeida fica com 39% das intenções de voto e Amom Mandel com 16%.

Na estimulada Amon aparece tecnicamente empatado com Coronel Menezes, que tem 12% das intenções de voto e poderia disputar, nesse atual cenário, uma vaga no 2º turno. O Capitão Alberto Neto aparece com 6% das intenções e Anne Moura (PT) com 3%, a frente de José Ricardo (PT) e Roberto Cidade (União Brasil) que têm, cada um, 2%. Já Sinesio Campos (PT) e Wilker Cidade (PHD) ficaram com 1%, cada.

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores entrevistados não votariam. David Almeida lidera com 15% de rejeição. Em seguida vem Coronel Menezes, com 14%, Capitão Alberto Neto com 10%. Amom Mandel e Roberto Cidade aparecem com 7%, cada um. Anne Moura tem 6% e Sinesio Campos e José Ricardo possuem 5% cada.

Segurança Pública

O InnQuest também perguntou sobre a administração municipal e estadual. Sobre a gestão do prefeito David Almeida 45% dos eleitores consideram ótima ou boa; 34% acham que seja regular e 22% avaliaram como ruim ou péssima.

A área que mais pesa para essa avaliação é a da segurança, com 34% dos eleitores avaliando como regular e 25% como ruim ou péssima. Apenas 37% consideram a gestão municipal na segurança ótima ou boa.

Com relação à gestão do governo do Estado do Amazonas a pesquisa mostrou que 35% dos entrevistados consideram ótima ou boa a administração do governador Wilson Lima. Um total de 32% do eleitores consideram regular e 30% ruim ou péssima. As áreas que mais contribuíram para essa avaliação de forma negativa foram a saúde, com 26% considerando a gestão ótima ou boa; 49% avaliando como regular e 15% considerando como ruim ou péssima.

E a segurança pública, sobre a qual 26% disseram considerar ruim ou péssima, 40% avaliam como regular e 29% consideram ótima ou boa.

Em ambas as gestões as áreas mais sensíveis e que podem gerar perda de voto e enfraquecimento político são segurança e saúde. “No caso da gestão municipal, mesmo a segurança pública sendo de responsabilidade do Estado, a presença ou ausência de guardas municipais tem peso na atual realidade de Manaus. Eles transmitem uma sensação de cuidado, de segurança, porque podem inibir pequenos crimes e vandalismos. Algo que deve ser pensado com cuidado pelo atual gestor. O mesmo eu diria dos problemas crônicos da saúde estadual e municipal, que demonstram descaso e pode contribuir para perda de votos e alta rejeição”, comenta Lorë Kotínski.

Por essa razão, a especialista avalia que ainda há muita margem para se trabalhar em ações concretas e em estratégias de marketing.

A pesquisa do InnQuesti foi feita com entrevistas por telefone, com 800 pessoas, com 95% de confiabilidade e margem de erro de 4% para mais ou para menos, conforme registrado no TSE sob o AM 07226/2024. E foi realizada por iniciativa do próprio InnQuesti.

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